Não ao salário mínimo de fome do governo Lula; por um salário mínimo vital de R$ 1.900,00!

Semana de 35 horas, máximo de 7 horas por dia, sem redução do salário; trabalhar menos para que todos trabalhem!

Não à reforma sindical e trabalhista!

Anulação da reforma da previdência; aposentadoria integral aos 20 anos de trabalho para as mulheres e 25 para os homens!

Fim da perseguição aos sem-terra; reforma agrária com expropriação do latifúndio!

Não ao banco de horas, não as demissões!

Creche em todos os locais de trabalho

 

1º de Maio
Todos ao ato operário, independente e socialista
No 1º de maio, o Partido da Causa Operária e os sindicatos e sindicalistas do movimento pela Corrente Sincial Nacional Causa Operária convoca todos os trabalhadores para uma campanha nacional em defesa das necessidades imediatas da classe operária

24 de abril de 2006

O 1º de maio é uma data histórica, fundamental do movimento operário no Brasil. Frente à tradicional comemoração desta importante data dos trabalhadores, é de primeira ordem que se defenda um programa de reivindicações operárias para a luta dos trabalhadores.
Nas tradicionais comemorações organizadas pela Forca Sindical e pela CUT, o 1o de maio transformou-se em uma festa patronal que não atende em nada o interesse da classe operária.
E mesmo a esquerda centrista, PSol e PSTU, que tentam organizar um ato de “oposição” de fachada não apresentam como eixo central a defesa de propostas reais para o movimento operário.
Por isso, o Partido da Causa Operária (PCO) irá realizar um ato independente, operário e socialista, ligado às lutas sindicais, independente do governo e dos partidos burgueses, no Auditório Transmontano, Rua Tabatinguera nº 394, proximo a Praça da Sé, a partir das 14 horas.
Como eixo central para esta atividade está a defesa de um programa verdadeiramente operário para lutar contra os ataques que sofrem os trabalhadores como o banco de horas, PLR, o arrocho salarial, as propostas de salário mínimo de fome oferecidas pelo PT e pelo PSol etc.

Não ao banco de horas, não ao contrato temporário, não ao PDV: Pela redução da semana de trabalho para 35 horas semanais

O desemprego é um dos principais problemas que afligem a classe trabalhadora brasileira. Com a política de servilismo do governo Lula e do PT, o desemprego no Brasil atinge atualmente aproximadamente 23 milhões de brasileiros para um total de 99 milhões da população economicamente ativa.
A realização de um 1º de maio que seja a expressão das lutas operárias é necessário para colocar em discussão o desemprego, pois nem o governo Lula nem as centrais sindicais têm como objetivo central resolver este problema. O combate ao desemprego não interessa ao governo Lula porque seu governo é abertamente patronal e não defende os interesses dos trabalhadores.
Para resolver o problema do desemprego é necessária a redução da semana de trabalho para 35 horas semanais sem a redução dos salários, que os patrões paguem pela crise que criaram.
Essa proposta tem que ser imposta pelo conjunto dos trabalhadores e também dos sindicatos, que devem funcionar como a verdadeiras organizações operárias.
- Pela imediata criação de milhões de novos empregos, financiados com os lucros produzidos pelos trabalhadores e apropriados individualmente pelos patrões. Por dias de trabalho de no máximo de oito horas;
- Diante das ameaças patronais de redução da produção, diante das altas e baixas da produção: escala móvel de horas de trabalho, de modo a repartir o trabalho existente entre todos os trabalhadores sem redução dos salários.

Fim da repressão aos sem-terra, expropriação do latifúndio

O movimento dos trabalhadores sem-terra é um dos setores mais atacados. Existe uma perseguição constante contra os trabalhadores sem-terra que incluí desde prisões de líderes do movimento, como José Rainha, até brutais assassinatos de integrantes do movimento.
O governo Lula defende abertamente os latifundiários e capitalistas do campo tanto que não leva à frente a política de reforma agrária. Este governo é um dependente direto da classe dos exploradores do campo, sendo um dos maiores defensores do latifúndio no País.
- Expropriação do latifúndio: terra para quem nela trabalha. Expropriação da grande empresa agro-industrial: controle operário das grandes empresas agrícolas;
- Imediato assentamento de todas as ocupações. Por um plano nacional de ocupações. Por uma campanha das organizações operárias nas cidades em defesa dos sem-terra e da sua luta;
- Fim da repressão aos sem-terra, punição para todos os assassinos de sem-terra e seus mandantes. Liberdade para todos os presos políticos, fim de todos os processos fraudulentos e intimidatórios contra os sem-terra e suas lideranças. Dissolução das milícias para-militares dos latifundiários. Organizar a autodefesa dos trabalhadores rurais.

Contra o pagamento da dívida externa

A política econômica do governo Lula só produz a miséria dos trabalhadores, que têm que suportar o arrocho salarial, o desemprego, as altas taxas de juros e elevada cobrança de impostos.
Essa política tem como objetivo único sacrificar os interesses e necessidades da população trabalhadora para pagar religiosamente os banqueiros estrangeiros e o FMI.
Contra a tentativa do governo Lula de expropriar as massas em favor dos grandes capitalistas estrangeiros e dos banqueiros nacionais é necessário a expropriação do capitalismo e do grande capital nacional.
- Não pagamento da dívida externa e interna;
- Fim das privatizações, cancelamento de todas as privatizações realizadas sem indenização, controle operário das empresas estatais;
- Expropriação dos bancos e de todo o grande capital nacional e estrangeiro. Estatização da saúde, da educação e de todos os serviços públicos fundamentais.

Por um governo dos trabalhadores da cidade e do campo

Neste sentido, somente um governo dos trabalhadores da cidade e do campo, sem compromisso com a burguesia parasitária e o imperialismo que domina o País hoje, será capaz de acabar com a crise econômica, colocando a economia nacional a serviço dos interesses da maioria da população, da classe operária, estatizando as empresas privatizadas e nacionalizando as estrangeiras, parando de pagar a dívida externa para que haja dinheiro para se investir na estrutura básica do País, garantindo à população o atendimento de suas necessidades mais elementares deixadas de lado pelos sucessivos governos dos empresários e banqueiros.
Todos ao ato do PCO de 1º de maio, por um governo dos trabalhadores da cidade e do campo e pelo socialismo.

Licença-maternidade de seis meses!

Não ao apartheid das mulheres e dos negros; salário igual para função igual!

Universidade para os trabalhadores, fim do vestibular, livre-ingresso na universidade, ensino público e gratuito para todos!

Não ao pagamento da dívida externa!

Passe-livre para toda a juventude e desempregados!

Pela derrota do imperialismo. Fora os EUA do Iraque e as tropas brasileiras do Haiti