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A juventude
não é uma classe social e como tal não está
em condições de definir o destino da sociedade por si só.
As lutas de massa da juventude ganharam a sua maior expressão através
dos movimentos estudantis, os quais em geral se expressaram através
da juventude pequeno-burguesa mais instruída e com melhores condições
imediatas para a atividade política. Isso, no entanto, não
esgota o problema. O setor mais importante da juventude para a luta revolucionária
é a juventude operária porque esta é a fração
potencialmente mais ativa, mais combativa e mais revolucionária
da classe mais revolucionária que a história da humanidade
já conheceu.
A luta da juventude, ainda que se expresse com maior freqüência
no terreno das mobilizações estudantis ou sindicais, está
longe de ser uma luta corporativa ou sindical, mas somente pode se desenvolver
como luta política contra o Estado burguês da qual a mobilização
estudantil ou sindical é apenas uma forma embrionária. A
luta da juventude enquanto camada social específica é, antes
de mais nada, uma luta democrática contra as múltiplas formas
de opressão do jovem que atinge um grau ainda superior à
opressão dos adultos.
O jovem luta não apenas contra a exploração do capitalismo
na fábrica ou contra as péssimas condições
de ensino na escola, mas contra todos os aspectos da opressão social
reforçada e garantida pelo Estado burguês: luta pelo acesso
`a cultura da humanidade que lhe é negada de modo sistemático,
luta pela liberdade de ter as suas próprias experiências
de vida sem barreiras, proibições e freios que encontra
em todos os lados, desde a família até a polícia,
luta para ter uma vida sexual plena.
Nesta luta seu principal inimigo é a burguesia, a qual se organiza
como classe fundamentalmente no Estado burguês que, desde a legislação
democrática até a polícia, tolhe de mil
diferentes maneiras as possibilidades da juventude. Nesta luta, seu principal
aliado é a classe operária que luta para substituir o Estado
burguês pela ditadura do proletariado e, consequentemente, o capitalismo
pelo socialismo.
A condição fundamental para que esta luta possa avançar
é a completa independência política da juventude em
relação à política burguesa, aos seus partidos
e ao Estado burguês.
O caminho para a independência política da juventude diante
da burguesia e do imperialismo, que levam a sociedade ao caos e a universidade
à destruição e à esterilidade, é a
luta no interior do movimento estudantil pela estratégia operária:
a revolução social, o governo operário e camponês
(ditadura do proletariado) e o socialismo.
A aliança dos estudantes com os operários e os camponeses
é a forma política básica em que se manifesta esta
luta pela independência política.
A efetivação desta unidade, (subordinação
dos estudantes à estratégia da classe operária) está
relacionada ao desenvolvimento político do proletariado, ou seja,
com a construção de um partido independente da classe operária,
o partido operário revolucionário. Tendo em vista o objetivo
estratégico, a juventude deve se posicionar firmemente na luta
pela organização política consciente da classe operária
revolucionária.
A vitória completa do proletariado e das massas exploradas é
impossível sem a construção do partido revolucionário,
estruturado ao redor do programa e da estratégia da revolução
e ditadura proletária e do socialismo.
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