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A
burguesia nacional, submissa ao imperialismo, é incapaz de desenvolver
o país, retirando-o do atraso. As grandes tarefas da revolução
democrática realizada pelos países desenvolvidos, na época
de ascensão do capitalismo, (independência e unidade nacional,
revolução agrária) nunca foram realizadas no Brasil.
O precário desenvolvimento do capitalismo brasileiro é um
produto da penetração do capital estrangeiro e não
do desenvolvimento interno das forças produtivas. A penetração
do imperialismo criou uma classe operária numerosa e concentrada
(Volkswagen, Ford, GM etc.), mas acentuou as contradições
características de um país capitalista atrasado (concentração
da terra, disparidades regionais, alta tecnologia nos grandes centros,
formas de produção pré-capitalistas em algumas regiões
etc).
O domínio da burguesia nacional está longe de ser completo.
Esmagando a débil burguesia nativa, de um lado, está uma
numerosa classe operária, concentrada nos grandes centros, que
se organiza e politiza rapidamente e do outro está a enorme pressão
do imperialismo mundial, que se alia aos setores mais retrógrados
da nação os quais se associam a ele: a oligarquia agrária
exportadora, os setores mais atrasados da indústria, a pequena
burguesia das multinacionais etc. Dentre os três termos, a burguesia
nacional é o mais débil. Esta situação excluiu
o florescimento de uma democracia burguesa que fosse a via para a superação
do atraso.
A burguesia, que nos séculos anteriores nos países metropolitanos,
apoiou-se no proletariado incipiente, no campesinato e nas massas pobres
para consumar a revolução democrática, hoje está
impossibilitada de repetir esta proeza, já não pode cumprir
este mesmo papel nos países atrasados, na época de decadência
do capitalismo. A burguesia teme ser ultrapassada pelo proletariado e
por isso submete-se ao imperialismo e alinha-se no campo da reação
política.
Os exemplos cabais deste processo são a Revolução
de 1930 e o governo nacionalista de Goulart em 1964, que não foram
capazes de realizar as tarefas democráticas e acabaram capitulando
diante do imperialismo.
Diante da incapacidade da burguesia, somente a classe operária,
através de seu próprio governo poderá enfrentar o
imperialismo e o latifúndio e liquidar a opressão nacional
e o atraso. A revolução dirigida pelo proletariado, no entanto,
não dará lugar a um amplo desenvolvimento do capitalismo.
As tarefas democráticas pendentes somente serão resolvidas
pelo governo operário e como parte da construção
do socialismo.
Sem a solução dessas tarefas não há possibilidade
de um desenvolvimento real da universidade. A luta para que a universidade
seja um instrumento efetivo do progresso econômico, social, científico
e cultural está indissoluvelmente ligada à luta pela estratégia
política da classe operária: o governo operário e
camponês (ditadura do proletariado) e o socialismo.
Neste sentido, a AJR luta, em primeiro lugar, pelo livre ingresso na universidade
para que esta possa ser realmente a expressão das forças
criadoras da nação oprimida e não de uma minoria
burguesa e pequeno-burguesa parasitária, inculta e socialmente
raquítica. Em segundo lugar, a AJR deposita todas as suas esperanças
no objetivo de colocar toda a universidade a serviço da luta da
classe operária contra o imperialismo mundial.
1) Pela aliança
operário-camponês-estudantil; pelo partido operário
revolucionário; pelo governo operário e camponês
2) Presença
massiva da classe operária na universidade; colocar a universidade
a serviço da luta de classe do proletariado contra a burguesia;
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