5. Não aos ataques do governo FHC. Manutenção e ampliação das conquistas trabalhistas


Aos pés do FMI e dos grandes banqueiros e especuladores mundiais, o governo FHC fez do ataque aos direitos da classe trabalhadora (regulamentados por lei depois de muitas e históricas lutas) uma de suas tarefas centrais. Assim, desde o seu primeiro mandato, uma série de retrocessos vêm acontecendo, seja através de medidas provisórias ou por votação no próprio Congresso Nacional. Foi assim com a instituição do contrato temporário de trabalho, que permite a contratação de um trabalhador sem a obrigatoriedade de se pagar integralmente seus direitos (FGTS; décimo-terceiro; férias; indenização de 40% sobre o Fundo em caso de demissão, licença-maternidade etc). Não satisfeito, FHC prepara as bases para novos ataques, visando a pura e simples extinção do FGTS, da licença-maternidade, entre outros.
No bojo das lutas dos trabalhadores contra o governo e suas investidas, as mulheres devem inserir suas reivindicações:

1) Manutenção e ampliação da licença-gestante para seis meses; implantação de creches públicas em todo o país, com acesso a todas as mulheres que delas necessitarem e locais apropriados para a amamentação. Criação de creches nas empresas para as mães trabalhadoras;

2) Durante o período de amamentação, toda trabalhadora deve dispor de, pelo menos, meia hora a cada três para amamentar; redução da jornada para seis horas durante o período de amamentação;