24 de abril de 2007 A origem do 1º de maio é o dia que marca a repressão brutal do capitalismo norte-americano à classe operária daquele país. É a memória viva das verdadeiras relações entre a classe capitalista e a classe dos que trabalham. O 1º de maio é uma lembrança e um símbolo destas relações. A data é dedicada à memória dos operários revolucionários de Chicago assassinados pela burguesia norte-americana, acusados de provocar uma explosão em meio a uma manifestação reprimida pela polícia. Sem possuir prova alguma de que eram culpados, e possuindo, ao contrário, provas irrefutáveis de que apenas dois dos dirigentes estavam presentes no momento, num julgamento vergonhoso, sete operários, Albert Parsons, August Spies, Samuel Fielden, Michael Schwab, Adolph Fischer, George Engel, Louis Lingg, foram condenados à morte e um, Oscar Neebe, a quinze anos de prisão. Na escolha do júri, foram rejeitadas todas as pessoas que tivessem relações com organizações operárias ou que manifestassem simpatia por elas. A maior parte dos jurados eram patrões ou pessoas diretamente ligadas a eles, todas abertamente hostis aos operários e às atividades socialistas. Fica absolutamente claro que quando se trata de defender seus interesses, contra a mobilização revolucionária das massas, a burguesia não se lembra de cumprir a lei, nem de ser democrática, mas depois usa a democracia para atacar a classe operária, suas organizações, suas reivindicações e suas lutas. Esse ato de absoluta arbitrariedade cumpria uma função política: intimidar e desmobilizar o crescente movimento operário que evoluía cada vez mais para uma via consciente em Chicago e nos Estados Unidos. A despeito desse fato foram feitas numerosas manifestações operárias nos Estados Unidos e na Europa e da opinião progressista norte-americana. Apesar da grande pressão, as penas não foram canceladas. Apenas as de Schwab e Fielden foram substituídas pela de prisão perpétua. Lingg morreu na prisão. Parsons, Spies, Fischer e Engel foram enforcados em 11 de novembro de 1887. Em uma demonstração de significativa franqueza, não cultuada pelos capitalistas, um empresário norte-americano declarou; “Eu não sei se os operários presos são culpados ou não, mas eu tenho certeza q eles devem ser enforcados. Eu não tenho medo dos anarquistas, eles são uns reformadores sociais exóticos, sonhadores, românticos, existiram em todas as épocas e sempre vão existir e são relativamente inofensivos, agora, o movimento operário tem que ser esmagado.” Os mártires de Chicago são uma parte da memória viva da luta de classes. No entanto, quando os operários ultrapassam estes mecanismos de contenção, como ocorreu no final do século XIX nos EUA e aconteceria milhares de vezes depois, a repressão, a mais violenta possível, não apenas com falsificações judiciais, mas com assassinatos por organizações fascistas para-estatais, torturas e todos os métodos da guerra civil implacável vêm à tona com força. É isto o que é preciso lembrar no 1º de maio.Faça um comentário Comentários e respostas Eliana (Guarulhos - SP) João André Dorta (São Paulo – SP)
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