| II Seminário Nacional de Organização do PCO
O papel do centrismo na nova etapa política
4 de outubro de 2005
A última discussão realizada no seminário foi sobre a questão do centrismo, que tende a se acentuar muito com a crise do PT.
O centrismo, que se expressa em correntes como o PSTU, P-Sol, esquerda o PT e grupos menores, se apresenta na forma de um palavreado aparentemente revolucionário, radical, mas que, na prática, serve aos interesses da direita. Tudo que não é revolucionário nem definidamente contra-revolucionário é centrista.
Com a grande crise em que se encontra o PT e o iminente ascenso do movimento operário, a ala direita deste vai procurar se camuflar detrás dessa política.
O PT é um partido com fortes características centristas, desde seu início, e por isso acabou adquirindo grande influência no interior dos movimentos. É o que pode ser comprovado com a palavra-de-ordem usada por esse partido no início da década de 80 “Vote no 3 que o resto é burguês” (o 3 é o antigo número da legenda do PT). Enquanto chamavam supostamente uma palavra classista, traziam diversos elementos burgueses para o interior do partido. O palavreado pseudo-revolucionário foi desaparecendo à medida que a burguesia foi de fato se consolidando no interior do PT.
Essa tendência ao centrismo, que se acentuará ainda mais no próximo período e poderá pressionar as fileiras revolucionárias, deve ser fortemente combatida, com um amplo trabalho de esclarecimento e delimitação com as organizações centristas.
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