Kassab, Serra e capitalistas dos transportes
Crianças são obrigadas a andar meia-hora em rodovia para chegar à escola

13 de abril de 2007

A prefeitura de São Paulo de Gilberto Kassab (DEM, ex-PFL) com a lei de cobrança de pedágios para vans escolares, impossibilitou a ida de diversos estudantes de escolas públicas até o local de estudo.
A situação é mais grave na Chácara Maria Trindade, extremo oeste de São Paulo. Ali, além dos motoristas que ficaram impedidos pela prefeitura de dirigir até certos pontos, atualmente as crianças têm que percorrer centenas de metros na Rodovia que não tem sequer passagem de pedestres. Graças à falta de segurança diversos alunos deixaram de ir à escola.
Os alunos e pais que se arriscam ir até o ponto onde atualmente estacionam as vans, têm que passar por um espaço de menos de um metro de largura com caminhões e carros ao lado. Durante cerca de meia-hora, têm como obstáculo estradas de terra, matos altos e 1,5 km de rodovia.
Os capitalistas do transporte e os donos dos pedágios de concessionárias privadas negaram todos os pedidos feitos pela população para evitar que milhares de pessoas se arrisquem a passar no local todos os dias.
A Autoban, concessionária de várias empresas que compraram a rodovia do governo, rejeitou o pedido de isenção de pedágio para veículos escolares, pois o contrato firmado prevê isenção apenas para carros da polícia, de atendimento público de emergência, das forças militares ou previamente credenciados. A prefeitura na realidade paga para os carros policiais os pedágios, apenas não repassa a verba para escolas, em um custo de pedágio de R$20,40 por turno para cada veículo, ou seja, R$ 408 por mês.
A Autoban comprou a rodovia em 1998 e no ano passado teve seu contrato prorrogado até o ano de 2026.
A destruição do ensino público além do corte de verbas e a retirada das mínimas condições de estudo dentro das escolas não bastam para o governo, que investe contra os estudantes o aumento da passagem e a privatização colocando sob controle dos inimigos da população os serviços públicos de primeira necessidade.