Universidades
Suspeita de venda fraudada de diplomas pelo MEC

15 de janeiro de 2006

Em uma reportagem da Rádio Eldorado de São Paulo, na qual um jornalista investigava a venda de diplomas pelo Ministério da Educação, este conseguiu um diploma reconhecido pelo ministério por R$ 1.600,00, apenas entrando em uma página na internet e fazendo em seguida um telefonema.

O esquema, garante o vendedor, seria feito através de uma máfia que funcionaria por dentro do próprio MEC. A pessoa que se identificou como Flávio Sampaio disse ao repórter “Se você tem urgência, deposita a metade ‘prá’ mim no banco, que eu te entrego em uma semana.” O valor estipulado é de R$ 1.600, já com desconto. “Não dá para fazer mais barato. Agora é começo de ano e eu estou com menos serviço. Por isso que eu ‘tô’ te dando esse desconto”, disse (O Estado de S. Paulo, 12/1/2007).

Quando perguntado sobre como conseguia os diplomas e se estes seriam falsos Sampaio respondeu: “Não... não é falso...é oficial, tanto é que você liga lá no Mackenzie e vai constar o seu nome. É reconhecido pelo MEC. (...) Eu tenho um pessoal lá dentro. Eu sou do MEC” (Idem). Flávio mantinha um portal no qual havia as especificações de que o curso deveria ser incluído como reconhecido pelo MEC e também pela Capes, órgão que regula os cursos de pós-graduação.

O caso não é um acontecimento isolado vindo de um ministério que no governo Lula e FHC se tornou uma máfia do ensino pago institucionalizada, um balcão de negócios para os donos de faculdades.

Estes dois governos conseguiram aprovar proezas contra a educação como passar o índice de universidades privadas de 20% das instituições do país para mais de 80% graças à explosão da privatização. Com o Fies, criado por FHC, transferiram, pelo menos, R$ 1 bilhão por ano do bolso dos estudantes para especuladores financeiros em acordo com as universidades, através do Prouni e de medidas anteriores de FHC conseguiram transferir, em isenção de impostos para faculdades pagas, o que seria suficiente para triplicar o número de vagas públicas.

Agora, este esquema mafioso no Ministério da Educação é um reflexo da política mafiosa da indústria do vestibular e dos homens públicos como o ministro Haddad, Cristóvam Buarque e Tarso Genro, últimos ministros da educação e representantes de toda a corja do Congresso Nacional que apóia a privatização da educação.