Falência do ensino público
Faltam 710 mil professores nas escolas públicas do País

Ministério da Educação divulgou relatório que revela a falta de 710 mil professores no ensino fundamental e médio no Brasil

16 de agosto de 2007

O déficit aferido pelo Ministério da Educação aponta que dos professores para as turmas de 5ª a 8ª série e do ensino médio brasileiro fazem mais falta, sobretudo, nas disciplinas Física, Química, Matemática e Biologia. Nestas áreas faltam cerca de 272.237 mil profissionais.

Em 1998 cerca de 5,6 milhões de jovens e crianças foram matriculados na rede de ensino público, em 2004 os números passaram para 8,9 milhões, hoje as matrículas aumentaram, no entanto, com a falta de professores, estudantes são obrigados a voltar para casa por falta de aulas.

Na disciplina de Matemática os números são os mais vergonhosos e revelam a crise nacional que está pestes a estourar. De 1990 a 2001, em todo o País, foram licenciados apenas 55,334 professores de Matemática. O déficit na matéria chega a 106.634.

Estudo feito pelo próprio Conselho Nacional de Educação mostra que não há interesse de pessoas pela profissão devido aos péssimos salários, violência nas escolas, superlotação em salas de aula e precárias condições de trabalho.

Além do número insuficiente de profissionais, há muitos casos em que pessoas concluem o curso, mas desistem do magistério no início da carreira. Assim como o ex-professor de Matemática, Leonardo Moraes, de 24 anos que decidiu dar aulas apenas no período noturno e durante o dia estudar para o vestibular de Engenharia. “Fiz faculdade por vocação. Queria ser professor e me sentia realizado dentro da sala de aula. Dei aula por dois anos. Mas essa bagunça na rede estadual, as condições precárias das escolas, a falta de estrutura mínima para darmos uma aula decente e o salário que não paga nem as contas, ninguém agüenta”, diz Leonardo. (fonte: 24 horas news)

Esses dados denunciam a crise do ensino público brasileiro e deixa claro que o governo Lula parou de investir na educação pública.

Não há interesse do Estado capitalista em investir em educação para a população porque este é um governo em defesa dos grandes monopólios e do desemprego. Ao contrário do que procuram apresentar os órgãos do governo, o problema educacional é um problema político e de defesa do privilégio de uns poucos empresários do ensino privado para entregar o dinheiro público aos banqueiros e especuladores internacionais, contra o investimento na educação pública.

Devemos exigir a contratação imediata de professores, o aumento dos salários, a melhoria das condições de trabalho e a diminuição das exigências para a contratação de mais profissionais.