Escolas da Região Centro-Sul
Sem quadras, sem computadores, sem educação
1º de abril de 2007
A situação das escolas em período integral continua caótica, desde 2006 são milhares as denúncias contra o funcionamento das cerca de 500 escolas do Estado.
Na região da Delegacia de Ensino Centro-Sul, na capital paulista, uma das regiões com maior porcentagem de escolas em período integral, o descaso do governo continua o mesmo. São inúmeras as escolas que apresentam os mais elementares problemas tais como alimentação pobre em vitaminas e nutrientes, laboratórios sem equipamentos, quadras de esportes sem as mínimas condições de uso, colocando em risco à própria saúde física dos alunos, entre outros.
Isto é o que acontece, por exemplo, na EE Carlos Pasquale e na EE Coronel Raul Humaitá, escolas localizadas na região da Saúde, bairro da região sul da capital. Os alunos permanecerem nas escolas por mais de 9 horas e têm pelo menos uma aula por dia de Educação Física que acontece em quadras descobertas, na maioria das vezes embaixo de um sol escaldante. Além disso, o piso da grande maioria das quadras poliesportivas das escolas estaduais se encontra em péssima condição, favorecendo um alto número de acidentes com alunos, que vão de escoriações até fraturas.
Na EE Carlos Pasquale, outra situação muito ruim é que, de um total de 15 computadores, apenas a metade se encontra em funcionamento, o que faz com que, nas aulas, um computador tenha que ser usado por cinco alunos.
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