Política nazista
Kassab ameaça fechar escola para “aumentar área” da Praça da República

1º de março de 2007

Em um protesto nesta terça-feira em frente à prefeitura da cidade de São Paulo, estudantes e pais de alunos repudiaram o prefeito Gilberto Kassab (PFL) que pretende fechar uma escola municipal do centro da cidade. A EMEI (Escola Municipal de Educação Infantil) Armando de Arruda Pereira, da Praça da República, onde estudam mais de 800 crianças entre três e seis anos de idade, está ameaçada de fechamento para atender a mais um “capricho” de Kassab.

Terrorismo contra a população

Em uma reinauguração da praça na semana passada, Kassab chegou a ameaçar os estudantes e pais dizendo que, para aumentar o local, retiraria dali a escola.

Em um verdadeiro terrorismo com direito a ameaças, típico de um governo que vem desalojando trabalhadores de seu local de moradia e os moradores de rua de seus abrigos, Kassab agora quer atacar as crianças. A política nazista de Kassab não é nada mais do que o que podemos esperar dos filhotes da ditadura militar do PFL e de uma figura que já atua nos bastidores do governo desde o mandato da caquética direita de Paulo Maluf e Pitta em São Paulo.

Fora Kassab!

Gilberto Kassab governa para as mesmas máfias que controlavam os serviços públicos em São Paulo nos governos igualmente corruptos de Maluf, Pitta e Marta Suplicy. O prefeito “biônico” Kassab, que sequer foi eleito, ficou conhecido por agredir manifestantes e fez cair ainda mais a máscara da podridão em que se encontra o regime político.

Por trás da moralidade, Kassab aumenta cada vez mais a repressão contra a população mais oprimida da cidade (camelôs, moradores de rua, sem-teto, etc).

Contra os estudantes usa a força policial e quer proibir, ainda, carros de som, faixas, megafones etc.

As organizações operárias, os professores  e a juventude não devem aceitar a escalada repressiva em nome da “limpeza”, do “silêncio”, da “beleza”, dos “bons costumes”, da “moral”, do “combate ao crime” e outras coberturas hipócritas para a indecência da ditadura civil que foi imposta contra o povo paulistano.