Ensino público municipal destruído
Estudantes não sabem qual a capital do Brasil

21 de abril de 2007

Em entrevista da rádio de São Paulo, Jovem Pan, o radialista Joseval Peixoto tem colhido depoimentos de crianças do ensino fundamental para ver  quais são seus conhecimentos gerais

Em uma entrevista da rádio Jovem Pan, com jovens que deixaram o ensino fundamental, estes mostram não terem recebido conhecimento elementar de geografia, não sabendo qual é a capital do Brasil, em que continente está localizado e com quais países faz fronteira.

Nas entrevistas, os próprios estudantes culpam a péssima qualidade de ensino pela falta de conhecimentos.

Em comentário, na última segunda-feira para o Jornal da Tarde, o ex-ministro do trabalho e ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Almir Pazzianotto Pinto, na coluna de opinião do jornal, diz que o assunto “recomenda a instauração de Comissão de Inquérito pela Assembléia Legislativa para apurar o que se passa no Ensino Fundamental” citando que está previsto na Constituição que educação é direito de todos e dever do estado (artigo 205) e que incorre em crime de responsabilidade o não oferecimento do ensino obrigatório bem como o ensino de forma irregular (artigo 208, parágrafo 2º).

Rejeitar a camisa de força legal

Na cidade de São Paulo, sob o comando de Gilberto Kassab e da direita mais caquética que teve inclusive de trocar de nome para Democratas para tentar esconder sua verdadeira face, os estudantes e também os trabalhadores sofrem com ataques que sempre passam por cima da constituição. Muitas, inclusive como leis municipais que sequer poderiam ser implantadas. A proibição da realização de protestos com carros de som e megafone, por exemplo,  atinge a lei de liberdade de expressão.

Escolas estão sendo fechadas ao bel prazer do prefeito. O aumento dos transportes para R$ 2,30, acima da inflação, tirou de mais estudantes a possibilidade de se locomover até seu local de estudo. Foi denunciado, neste mês, que estudantes não podem ir às escolas por causa da falta de peruas escolares graças aos pedágios cobrados por Kassab  (antes eles não eram cobrados das peruas escolares).

A única forma da legislação municipal, estadual e nacional garantir a satisfação de inúmeras reivindicações dos estudantes e trabalhadores é que estes mesmos defendam as suas reivindicações através da sua mobilização massiva e não através da camisa-de-força da legislação reacionária existente, criada para servir aos interesses dos capitalistas.