Nas vésperas do Pan
Milhares fazem “revezamento” de sala de aula no Rio

23 de março de 2007

Junto com o governo Lula, o governador Sérgio Cabral (PMDB-RJ), assim como seus antecessores da família Garotinho e o governo César Maia (PFL-RJ) estão investindo centenas de milhões na obras do Pan para favorecer os monopólios de materiais esportivos, redes hoteleiras, redes de comunicação etc. que serão os verdadeiros beneficiados com o evento. Mas os mesmos recursos que sobram para este empreendimento e fazem as obras do Pan andarem a toda velocidade, não existem quando a questão é resolver a situação de caos do ensino público no Estado.

Em algumas escolas, a situação chegou a tal ponto que se estabeleceu um “rodízio” entre as turmas, com algumas tendo aulas em certos dias e outras nos demais.

Este é o caso da Escola Municipal Professora Célia Sobreira, em Japeri, na cidade do Rio de Janeiro, onde seus cerca de 1300 alunos estão sendo obrigados a freqüentarem a Escola em dias alternados, apenas três vezes por semana. Além disso – em função de obras na Escola - os turnos foram reduzidos de quatro para três horas e meia por dia e do total de 11 salas, apenas oito salas estão funcionando para atender o Pré-escolar, Ensino Fundamental e Educação para Jovens e Adultos.

Não é tudo. Durante as aulas, alunos, professores e funcionários são obrigados a conviver com uma enorme poeira e barulho provocados pelos trabalhos dos operários.

O fim da obra fica para depois do inicio do Pan, pois, para os governos burgueses, a Educação sempre pode esperar.