Pernambuco
72 escolas são interditadas sob o risco iminente de desabar
A situação das escolas estaduais é calamitosa. Só esse ano, o teto de seis escolas já desabaram, 72 foram interditadas e mais 275 se encontram em estado precário
24 de abril de 2007
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), assinou no último domingo um decreto que interdita 72 escolas estaduais que apresentam sérios riscos de desabamento. Os prédios começaram a ser investigados a partir dessa segunda-feira, 23.
A medida só foi tomada após um levantamento feito por uma empresa de engenharia que constatou, na semana passada, um grave problema com a estrutura e um risco iminente de desabamento das 72 escolas. Além dessas, mais 275 escolas se encontram em estado precário. A situação é tão calamitosa que o próprio o secretário da Educação, Danilo Cabral, confirmou a possibilidade de desabamento "Nesses 72 prédios, havia a possibilidade de o teto desabar sobre os alunos. O decreto de estado de emergência visa preservar a integridade física dos alunos", (Correio da Paraíba, 23/4/2007).
O governador também afirmou que desde o início do ano, já foram contabilizados os desabamentos de seis tetos de escolas, três na região metropolitanos e três no interior, todas por problemas estruturais e devido o excesso de chuvas.
Cerca de 68 mil alunos ficarão sem aulas durante um período de 30 a 90 dias (referente à duração das obras). As reformas custarão cerca de R$ 21 milhões. Pernambuco possui no total, 1.105 escolas estaduais e cerca de um milhão de alunos nos ensinos fundamental e médio.
As escolas em que as obras deverão durar em media 30 dias, as aulas serão repostas durante os fins de semanas ou nas férias escolares de julho. Já as escolas onde as reformas poderão durar até 90 dias, os alunos deverão ser remanejados para escolas municipais e outros espaços cedidos pelos municípios ou locados pelo governo estadual.
Casos de desabamentos e enchentes nos prédios de escolas e universidades vem se tornando cada vez mais comum. É o caso, por exemplo, do que ocorreu recentemente na USP, no prédio da geografia, que teve as aulas suspensas devido o alagamento de uma das salas e no prédio da moradia da Unicamp, onde os estudantes realizaram uma ocupação na reitoria para protestar contra as péssimas condições dos prédios.Esse é o reflexo da política de sucateamento da educação pública em detrimento da iniciativa privada. O Brasil é um dois país que menos investe na educação
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