Queda na qualidade do ensino
A culpa é sempre dos professores
25 de abril de 2007
O governo de Gilberto Kassab implementou no último mês de fevereiro, o decreto 48027, que dispõe sobre as faltas-aula de professores no ensino municipal paulistano.
O prefeito alega que em 2006, foram computadas uma média de 2.356 faltas diárias, somando-se ao longo do ano 471.307 faltas. (Jornal da Tarde, 15/4/2007)
No decreto em vigor, o governo municipal quer, além de mudar a regra das faltas abonadas, que os professores tenham apenas o direito a dez faltas abonadas no ano. O direito ao abono é previsto por conta dos professores anualmente deixarem de receber salários relativos a dez dias, durante os vários meses do ano.
A mudança prevê que além do profissional continuar a ter desconto salarial em caso de faltas, estas passam a ser somadas para conformar uma falta-dia.
Por exemplo: Se o professor com carga horária de 20 horas-aula semanais, em determinado dia tem quatro horas-aula e perde uma hora-aula, esta falta passa a ser somada até ele completar a média semanal, que neste caso são 4 horas-aula, conformando uma falta-dia, que será assinalada no dia em que o professor completar a média semanal, apesar de trabalhar no dia, podendo ser contada como uma das abonadas a qual o professor teria direito.
A medida de Gilberto Kassab, o corrupto e odiado prefeito da capital paulistana, contra os professores, tem por objetivo fazer a campanha de que a grande crise da educação, revelada por todas avaliações nacionais e inclusive avaliações internacionais é gerada pela “irresponsabilidade dos docentes paulistanos”. Quando a realidade é totalmente diferente desta, com professores tendo cargas de trabalho que muitas vezes chegam a doze horas diárias, caso dos professores que trabalham em mais de uma rede de ensino (Estado, e prefeitura e rede Particular).
A superlotação das salas de aula é outro grave problema enfrentado pela categoria, com milhares de salas em toda rede municipal comportando mais de 35 alunos, quando índices internacionais colocam que o número ideal para um bom trabalho pedagógico, seria de 15 alunos por sala de aula, casos de países como a Suécia.
Toda essa situação leva milhares de professores a elevadíssimos graus de estresses, gerando um grande crescimento no número de doenças e por conseqüência, no número de afastamentos e licenças.
A única saída é a luta por um salário que atenda as necessidades de um professor e sua família que hoje não pode ser menor que R$ 2.500,00 e a diminuição da superlotação com a construção de milhares de escola e a diminuição para no máximo 25 alunos por sala de apoio.
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