Mais um “carrasco”
Lula quer entregar Educação para Marta Suplicy

26 de fevereiro de 2007

Tudo indica que Lula deverá entregar o ministério da Educação para Marta Suplicy (PT-SP). Administrando a crise do governo, Lula aponta uma figura completamente atrelada à sua política para uma cadeira que teve a duração média de 17 meses para cada ministro que a ocupou nos últimos cinco anos.
Marta, no seu último mandato na prefeitura de São Paulo, conseguiu angariar grande impopularidade pelos diversos ataques à população. A sua nomeação não significaria nenhuma mudança na política de destruição do ensino. Ao contrário, a substituição de Fernando Haddad, ex-secretário do ex-ministro Tarso Genro e elaborador da Reforma Universitária, significa a simples troca de representantes dos empresários do ensino.

Marta: mais uma inimiga da educação

A prefeitura de Marta em São Paulo foi marcada pelo ataque à educação pública. Em seu mandato foi responsável, entre outras medidas, por acabar com o piso de repasses para a educação, por construir escolas de lata, por cortar verbas para as creches, por arrochos salariais para os professores e por instituir o maior desvio de verbas de todos os tempos do dinheiro público para as empreiteiras através do projeto dos CEUS (Centros de Educação Unificados). Para a construção dos CEUS que abrigariam menos de 5% dos alunos da rede municipal, Marta utilizou mais de 90% da verba de manutenção das escolas. Tudo isso por causa das eleições. Por este e outros motivos Marta, mesmo investindo um recorde histórico em propaganda eleitoral na maior cidade do país, possibilitou a volta do governo tucano em uma clara escolha da população pelo “voto de protesto” contra o PT.
Marta nada mais fará que assumir todos os projetos que não foram aprovados por Lula até agora, como a Reforma Universitária, plano elaborado minuciosamente pelos empresários de faculdades e reitores para acabar com a educação superior pública. A função não muito grata de Marta é a de desentalar a reforma no Congresso que graças à sua crise a colocou em segundo plano.
Não há divergências entre a burguesia nacional e internacional, para as quais Lula governa, de que se deve privatizar o ensino e cortar verbas para a educação e de que Lula deve fazer todos os esforços necessários para colocar isto em prática.