Crise
Ensino pago está falido

Apesar das operações do governo para salvar os capitalistas do ensino, a crise apenas se aprofunda

28 de agosto de 2007

A crise geral do ensino superior privado no País é evidente. Há inúmeras e constantes demissões, arrocho salarial, corte de bolsas de estudo para os estudantes. As dívidas de milhões junto aos bancos, que através de empréstimos a juros exorbitantes, tornam-se sócios dos capitalistas da educação, fazendo aumentar, assim, a sua influência e o seu controle sobre as universidades. Pesquisas recentes apontaram para uma crise gigantesca do ensino superior privado em todo o país, com o crescimento dos índices de inadimplência e evasão. Em algumas instituições de ensino superior privado, o número de vagas ociosas se aproxima da marca de 50% da capacidade total.

“Patrão que atrasa salário, não deposita férias ou 13º, usa cooperativas para maquiar relações trabalhistas, substitui profissionais experientes por novatos, faz o que pode para cortar custos.” Segundo o secretário do ensino superior do Ministério da Educação, Ronaldo Mota “É um desastre”.

Como afirma a própria imprensa burguesa, as Instituições privadas possuem crises financeiras como outra empresa. Demitem os professores, que supostamente seriam seus maiores custos. “Está em curso um processo muito perigoso de terceirização, que afunda a qualidade da educação”, afirma Ronaldo Mota.

Os empresários criam novos planos de carreira com carga horária menor, reduzindo a 50%.

Os tubarões do ensino transferem suas dívidas para os trabalhadores, atacando o ensino. Demitem os professores doutores e mestres para contratar professores com menos experiência e pagar menos.

Na Universidade São Marcos, foram demitidos 55 professores e não depositaram o FGTS nem recolheram o INSS, atrasaram salários. A Escola Promove, de Minas Gerais, demitiu quase 800 docentes e pediu falência, para não pagar os direitos dos trabalhadores.

Além destas medidas para sucatear o ensino, diminuem as aulas e aumentam as aulas a distância. O Ministério da Educação ataca o ensino permitindo que 20% das aulas sejam dadas a distância, mas é mais uma medida de cortar custos.

O governo Lula protege este verdadeiro crime contra a população inclusive aprovando leis que transferem dinheiro do ensino privado, como a reforma universitária. É preciso acabar com o ensino privado, que é um balcão de negócios e não a transmissão da cultura e do conhecimento da humanidade, o que deve ser a universidade.