Plano de educação
Kassab quer acabar com o ensino público de São Paulo
Depois do “Plano de Proteção Escolar”, o prefeito da cidade de São Paulo, prepara a extinção da carreira dos profissionais em educação
28 de agosto de 2007
O plano do prefeito da cidade de São Paulo, Gilberto Kassab, de reestruturação da educação, imita a política do governo Serra de sucateamento do ensino público e ataque aos profissionais da educação. Assim, como Serra, Kassab criou um plano que além de não melhorar em nada as condições do ensino, só trará malefícios à educação e aos professores da rede pública.
Depois de criar o “Plano de Proteção Escolar”, em que as escolas públicas de São Paulo passarão a ser vigiadas por segurança privada e pela Guarda Civil Metropolitana durante 24 horas, Kassab têm uma proposta de reestruturação na carreira dos educadores municipais: mudar o Estatuto do Magistério.
Estão previstas mudanças nas jornadas dos professores municipais, com possibilidade de fim da Jornada Básica, de 20 horas aula, e da Jornada Especial Integral de 25 horas aula e 11 horas aula em atividades. Outra intenção de Kassab é aumentar a hora-aula passando 45 minutos para 50 minutos ou até mesmo para 60 min, o que poderá ocasionar uma diminuição de até 25% no número de aulas disponíveis para os professores.
Na questão da evolução funcional, que faz com os integrantes do quadro magistério possam evoluir de níveis, ou seja, receber melhores salários, apresentando o certificado de conclusão do curso universitário ou certificado de mestrado ou doutorado, Kassab quer acabar com as evoluções de 6,5%, reduzindo a quantidade de evoluções. Por exemplo, três diferentes faixas salariais, passaram a ter o mesmo valor.
Conforme já anunciado pelo governo municipal, o próprio pagamento das gratificações aos professores, durará até a implementação da reestruturação, mostrando a verdadeira intenção do governo com a reestruturação.
Esse plano de educação de Kassab é um verdadeiro ataque à educação e aos direitos conquistados pelos profissionais do ensino.
Devemos nos posicionar contra esse projeto, que assim como o plano de Serra, visa a destruir a educação pública de São Paulo. |