Enxugando dinheiro público
Prefeitura afasta mais de três mil professores das salas de aula


29 de abril de 2007

Um novo esquema de enxugamento de cargos funcionários públicos está sendo praticado pela prefeitura de São Paulo.

Mais de três mil professores foram desviados de suas funções originais para exercerem cargos burocráticos no sistema de ensino. Isto significa que cerca de 6% dos professores da rede municipal não estão nas salas de aula mesmo tendo sido formados para tanto.

Ao invés disso cumprem funções na coordenadoria, nas direções e nas secretarias, além de áreas de meio, para as quais não se necessita a mínima formação.
Pelo menos metade do total, cerca de 1.500 professores, ocupam atualmente cargos em auxiliar de direção.

O déficit de professores em São Paulo é o maior. Em todo o país são pelo menos 200 mil professores a menos que o necessário nas salas de aula.

Os professores devem exigir além da contratação imediata dos funcionários administrativos, a capacitação de todos os professores em déficit, exigindo além disso um máximo de 25 alunos por sala de aula, no ensino médio e segundo ciclo do ensino fundamental (5ª à 8ª séries) e 15 alunos, no máximo, no primeiro ciclo (1ª à 4ª séries) do ensino fundamental, para que todos os professores possam trabalhar e toda a população possa estudar com qualidade.