Nem a lei é cumprida
Menos de quatro horas por dia

3 de abril de 2007

Baseada na análise de dados do IBGE – Fundação Brasileira de Geografia e Estatística, está sendo apresentada, nesta terça-feira (3/4), no Rio de Janeiro, a pesquisa “Equidade e Eficiência na Educação: Motivações e Metas”, desenvolvida pelo Centro de Políticas Sociais do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE/FGV).
O estudo desenvolve uma série de considerações acerca de elementos importantes para a obtenção de uma efetiva melhoria na qualidade do ensino público, dentre os quais os relativos à freqüência e ao tempo de permanência do aluno nas escolas.
De acordo com a pesquisa, os estudantes do ensino básico (fundamental e médio) permanecem menos de quatro horas por dia nas escolas brasileiras. No Distrito Federal, 79% dos jovens (15 a 17 anos), permanecem nas escolas por um tempo superior a este e no caso de São Paulo, 41% dos jovens têm aulas durante menos de quatro horas diárias.
A legislação educacional estabeleceu que o tempo de permanência de crianças e jovens na Escola deveria ser ampliado progressivamente até alcançar nove horas por dia. No entanto, os minguados investimentos dos governos FHC e Lula, nacionalmente, e de todos os governos estaduais faz com que não seja alcançada sequer a meta mínima (constitucional) de cinco horas-aula diárias e 1.000 horas-aula por ano.
O estudo aborda também, entre outros aspectos a serem divulgados, o problema da evasão escolar, e seu coordenador, o professor, Marcelo Néri, chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV (em entrevista à Agência Brasil) destacou que – entre os jovens de 15 a 17 anos – 8% dos pesquisados alegaram estar fora da escola por vontade própria, 4,1% afastaram-se por terem de trabalhar e 2% alegaram não terem conseguido vagas.