Prouni
A tábua de salvação dos capitalistas está afundando
O Prouni de Lula, última cartada para financiar lucros dos capitalistas às custas da população, é um fracasso
5 de maio de 2007
O Programa Universidade Para Todos, aprovado no início do governo Lula como uma parte da famigerada Reforma Universitária dos capitalistas do ensino, tem se mostrado cada vez mais como mais um plano falido dos tubarões das universidades pagas.
O programa que desvia verbas públicas para financiar bolsas em universidades privadas, não conseguiu atingir seu objetivo de salvar da crise os capitalistas do ensino. As bolsas oferecidas pelo governo Lula não tiveram sequer suas vagas preenchidas, pois os estudantes não conseguem pagar bolsas parciais. O programa não conseguiu preencher 10,6% das 108.642 vagas que foram oferecidas em instituições de ensino superior em 2007. No total são distribuídas 65.276 bolsas integrais e 43.366 parciais.
A crise se concentra nas bolsas parcialmente pagas das quais 22% não foram preenchidas. Das bolsas integrais, 3% não foram preenchidas.
Um texto do MEC ainda alerta para o fato de que o número de sobras deverá aumentar, pois os dados divulgados são apenas preliminares.
A estes casos se somam os milhares de estudantes que contraíram dívidas com as bolsas parciais de Lula e FHC, sendo obrigados a pagar fortunas em juros para conseguir um diploma.
Crise do ensino pago
O Prouni não é nada mais que uma transferência de verbas públicas para universidades pagas, ou seja, um plano de salvação dos capitalistas em crise, que está próxima dos 40% de cadeiras vazias, graças às altíssimas mensalidades e a queda brusca na renda dos estudantes.
Este é um plano para, sobretudo, cortar verbas e sucatear e ensino superior público, ou seja, para finalmente impedir a população trabalhadora de poder freqüentar a universidade.
A privatização do ensino assim como de todos os setores é um ataque contra a população que trabalha e que é obrigada a arcar com impostos e com a produção para transferir renda para monopólios capitalistas falidos e bancos que só funcionam com uma intervenção do estado.
Contra os planos capitalistas que colocam na miséria o povo e retiram os direitos da população de estudar e trabalhar, deve-se exigir a estatização de toda a rede de ensino e mais verbas para a educação, acabando com a indústria parasitária do vestibular e dos diplomas. |