Só notas vermelhas
Tucanos e Lula: calamidade nas escolas estaduais
6 de março de 2007
Junto aos dados do governo federal, os resultados que acabam de ser divulgados sobre a situação do ensino em São Paulo mostram o resultado dos12 anos do governo do PSDB em São Paulo.
Depois dos índices da educação do governo Lula terem sido divulgados mostrando uma queda generalizada em todos os níveis da educação pública, o que os próprios órgãos de pesquisa não puderam esconder veio à tona, Lula seguiu à risca a política educacional de FHC.
Depois que o Saeb (Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica) mostrou uma queda sem precedentes no desempenho da 8ª série do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio desde 1995 no País, os novos dados divulgados sobre o estado de São Paulo dão um quadro da falência total da educação pública.
Na cidade mais rica do país, os 633 colégios estaduais obtiveram nota menor que 50% no Exame Nacional do Ensino Médio.
A média foi de desastrosos 38,42%, um retrato da completa falência da educação pública.
Já nas escolas do ensino particular, 412 no total, 1,2% pontuaram abaixo de 40 pontos.
71% das escolas particulares pontuaram acima dos 50%.
As mais tradicionais escolas públicas de São Paulo foram completamente sucateadas.
A região central toda teve média de 39,2%, muito pouco acima das outras regiões.
Este programa de cobertura da crise do ensino pelos governos patronais só gerou mais crise pois a maioria dos jovens em idade escolar está fora das escolas não por incapacidade intelectual mas, pelo contrário, por enfrentar uma série de problemas econômicos e sociais, muitos provindos de famílias humildes que não têm possibilidade de financiar o estudo dos filhos, os quais procuram emprego logo cedo.
Governo Lula e tucanos: carrascos da educação
Além da aprovação automática, os tucanos e Lula acabaram com vários cursos de formação de professores, sucatearam as escolas técnicas e incentivaram através de da concessão de benefícios sem precedentes para as fábricas de diplomas.
O número de vagas e a quantidade de escolas encontram-se em total desproporcionalidade à demanda e ao crescimento demográfico, o que faz com que uma série de escolas adotem um processo de provas (vestibulinhos) para selecionar os pretendentes, barrando assim o acesso dos jovens com menos condições de preparar-se, proporcionando as melhores vagas nas melhores escolas aos filhos de famílias mais abastadas.
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