Ceará
Professoras em greve de fome contra corte nos salários
Professores da rede municipal de Maracanaú, realizam greve de fome contra o arrocho salarial e corte nos salários
7 de julho de 2007
As greves no funcionalismo continuam a crescer por todo país. Na cidade de Maracanaú, região metropolitana de Fortaleza os professores da rede municipal se encontram em greve desde 1º de junho, contra a política de arrocho salarial do governo municipal que alega que a prefeitura já atingiu o limite da lei de responsabilidade fiscal e não poderia arcar com o reajuste reivindicado pelos professores, que está entre 16% e 23%, oferecendo apenas 3% de reajuste salarial retroativo a maio e 2% em outubro.
Para atacar o legítimo direito de greve dos servidores, o governo da cidade de Maracanaú, entrou na justiça e conseguiu liminar declarando a greve ilegal, que com isso determinou o não pagamento dos dias parados, se amparando na linha política determinada pelo governo Lula de ataque à lei de greve no país.
A revolta entre os servidores da educação da cidade é grande, já que os professores poderiam repor as aulas até o final do ano, não tendo razão o corte dos salários.
Frente ao ataque, um grupo de cinco professores iniciou greve de fome, no último dia 28 de junho, após ocupação pelos professores das salas da secretaria da educação do município, que já se encontram no 4º dia de abstinência. Na madrugada do dia 30, duas professoras, Meire Silva e Joana D’arc passaram mal, com uma delas sendo internada, sendo liberada pela manhã e dando prosseguimento à greve de fome, com mais três companheiras.
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