Inadimplentes
Estudantes da Unip vencem na justiça por matrícula

8 de março de 2007

A guerra do governo e das universidades privadas contra os estudantes inadimplentes e os aumentos de mensalidades é a última alternativa dos capitalistas do ensino para sanar sua própria crise.
No Brasil, onde mais de 40% das vagas privadas estão vazias, a perseguição é generalizada. No entanto esta é uma faca de dois gumes.
Os estudantes da Unip de Rio Preto conseguiram na justiça o direito de rematrícula, mesmo estando seis meses em atraso. Os estudantes do primeiro ano de arquitetura Helio Rodrigo Branquinho Silveira e Rodrigo Parra Lopes, conseguiram a aprovação do juiz da 3ª Vara Federal, Wilson Pereira Júnior, para que os estudantes tenham o direito de efetuar o curso e de se matricular para o próximo semestre.
O advogado dos estudantes defendeu que "A função das instituições de ensino, mesmo particulares, é possibilitar o crescimento das pessoas por meio dos estudos" (Diário da Região, 7/3/2007).
Este instantâneo da crise dos capitalistas do ensino, no entanto ainda não é a regra.
O governo Lula ressuscitou a lei de exclusão dos estudantes inadimplentes. Com esta, mesmo no meio do ano os estudantes possam ser expulsos de seu curso por falta de pagamentos.
Os estudantes que estão submetidos ao sistema pago de ensino se encontram hoje em sua maioria sob poder da decisão de um punhado de capitalistas, e muitas vezes em instituições de tipo “filantrópica” como as Pontifícias Universidades Católicas, sob pressão de um aparato político que se forma em torno de negócios criminosos que geram dívidas da universidade com os bancos, como vimos recentemente o conhecido caso da intermediação direta da Igreja que gerou um rombo de quase R$100 milhões com os bancos.
Os interesses dos capitalistas da educação só poderão ser enfrentados por estes estudantes de forma coletiva, o que procura evitar ao máximo as direções destas universidades tratando individualmente de cada caso. Mesmo em alguns casos se tem o exemplo de vitórias legais como este contra a maior instituição privada do país.