Falência da privatização
Mais recordes de inadimplência

9 de janeiro de 2006

O plano de privatização do ensino superior, levado à frente há décadas no país atingiu o “fundo do poço”.

A inadimplência no ensino superior privado bate recordes atrás de recordes. São Paulo representa o maior índice de inadimplência do país, que chegou a 23,2% em 2006, maior índice desde o início do governo Lula. Já contando a Grande São Paulo, o índice está em 30,3%.

Cada vez o número de evasão do ensino é maior. Segundo o Censo da Educação Superior, em São Paulo foram abertas 849.527 vagas em 2005, mas houve apenas 403.673 alunos inscritos.

Os dados são do próprio Semesp (sindicato das universidades privadas) e revelam uma situação irreversível de crise.

O funil do ensino superior público com pouquíssimas vagas e restritas em sua maioria a estudantes que cursaram o ensino médio em escolas particulares, formou uma imensa fileira de estudantes universitários de baixa renda que começaram a estudar em universidades pagas.

O índice mostra que em universidades onde a mensalidade está abaixo de R$ 1.500,00 há o maior número de inadimplentes e onde a mensalidade fica acima deste valor, a inadimplência fica em torno de 2%.

A crise sem precedentes dos empresários do ensino é o resultado inevitável da falência da privatização dos serviços públicos.

Esta crise só faz surgir uma pressão ainda maior dos capitalistas contra a população com taxas cada vez maiores para compensar o prejuízo e automaticamente restringir os serviços que eram públicos para uma mínima parte da população que poderá arcar com tais taxas.

A privatização é um dos maiores retrocessos econômicos e educacionais para o país e os que acabam por sentir na pele são os trabalhadores e jovens.