|
Eleições 2006
Depois de ser proscrito nas grandes emissoras e debates, juizes do TSE querem cassar candidatura do companheiro Rui Costa Pimenta a presidente
15 de agosto de 2006
O candidato do PCO à presidência da República, Rui Costa Pimenta, teve na noite de hoje, 15 de agosto, terça-feira, sua candidatura indeferida pelo Tribunal Superior Eleitoral, que votou, de maneira surpreendente, por unanimidade, pela sua cassação.
O PCO está entrando com recurso contra mais este ato de arbitrariedade , o maior até o momento, mas não o primeiro. Desde o início da campanha a grande imprensa capitalista, em especial as grandes emissoras de televisão, fez um grande esforço para ocultar do eleitor a existência da candidatura do PCO à presidência, que aparece com o lema “salário, trabalho e terra”, defendendo as reivindicações essenciais dos trabalhadores, como a recuperação salarial e o aumento do salário mínimo, a redução da jornada de trabalho e a reforma agrária.
Além de não obter a mesma cobertura que os demais candidatos, não aparecendo na cobertura “diária” dos candidatos feita pela Rede Globo, o candidato também não foi convidado para participar em diversos programas de entrevistas e não foi convidado para a entrevista no Jornal Nacional, onde os todos os outros seis candidatos apareceram.
A proscrição culminou na noite de ontem, quando a Bandeirantes excluiu o candidato do seu primeiro debate, para o qual também os outros seis candidatos foram convidados.
O problema revela aqui claramente o seu fundo político. Rui Costa Pimenta, do PCO, é o único candidato de esquerda nessas eleições e já aparece nas pesquisas, nas quais ninguém tem confiança, com 1% das intenções de voto, o que significa mais de um milhão de votos. Essa decisão, acompanhada da divulgação do fato dada pela imprensa burguesa, visa a abaixar essa intenção de voto, uma vez que Heloísa Helena, que figurava nas expectativas de alguns como uma candidatura de esquerda, se desmoralizou completamente, recebendo apoio de figuras tradicionais da burguesia, como Anthony Garotinho, defendendo subsídio aos patrões da Volkswagen, e, entre tantas outras, chegando a absurdo de nem conseguir disfarçar seu conchavo político com Alckmin no debate da Bandeirantes, de 15 de agosto.
Até o portal UOL, ligado à Folha de S. Paulo, que não pode ser acusado de ter simpatia pelo Partido da Causa Operária, analisou: “(...) Quanto menos candidatos na disputa, mais fácil fica para a eleição terminar no primeiro turno”.
Ao mesmo tempo em que o candidato do PCO é cassado sem qualquer fundamento, candidatos mensalões como o ex-ministro Palocci, são homologados e a lei é mudada para favorecer a candidatura de Heloísa Helena, apoiada por Garotinho do PMDB e César Maia do PFL.
O Partido da Causa Operária vai realizar, junto ao eleitorado, uma ampla denúncia, em particular, junto à classe operária, da tentativa de calar o único partido e o único candidato presidencial que defendem os seus interesses, não são controlados pelos banqueiros e grandes capitalistas e não fazem parte do esquema de cartas marcadas organizado para Lula ganhar as eleições sem oposição. |