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”Foi feito um acordo entre o PT e o PSDB para eleger Lula e eleger candidatos do PSDB ao governo do Estado"
17 de setembro de 2006
Veja abaixo entrevista do candidato a presidente do PCO, Rui Costa Pimenta, concedida ao portal Terra em que fala sobre a cassação do TSE e a manobra, juntamente com os outros candidatos, para favorecer a reeleição de Lula.
Rui Pimenta ameaça desistir de candidatura
O jornalista Rui Costa Pimenta (PCO), candidato à Presidência, afirmou nesta sexta-feira que vai recorrer da decisão que impugnou sua candidatura à Presidência da República, considerando-a "um absurdo sem fundamentação jurídica e uma manobra política". Em entrevistas na capital paraibana, João Pessoa, ele confessou que, mesmo assim, será feita uma avaliação política para decidir se a candidatura se mantém.
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Neste domingo, haverá uma avaliação política para que essa decisão seja tomada. "É um problema político: se nos interessa manter uma candidatura que joga uma dúvida no eleitorado se a pessoa é candidato ou não ou substituir por uma outra. Podemos manter como um protesto contra esta farsa ou podemos substituir".
O candidato operário acredita que os votos ao PCO poderiam motivar um segundo turno e isto teria sido a razão para a Justiça ter impugnado seu registro. "Nós denunciamos que a candidatura Alckmin foi colocada ali para perder. Foi feito um acordo entre o PT e o PSDB para eleger Lula e eleger candidatos do PSDB ao governo do Estado", afirmou.
Laranjas
Questionado sobre o porquê de a decisão ter atingido somente o PCO, Pimenta disparou: "os outros candidatos são laranjas. Esse Eymael, esse Bivar são laranjas, entraram para embolar a eleição, estão a serviço do PSDB".
O candidato diz não ter dúvidas que tudo não passa de uma manobra política, já que, mesmo provando possuir documento de quitação eleitoral do Tribunal de São Paulo, isto foi desconsiderado.
Pimenta não tem dúvidas que existe uma combinação de forças para reeleger o atual presidente no primeiro turno. "Porque se o candidato do PT vai ao segundo turno, depois de tantos escândalos, a eleição pode se transformar num plebiscito, com as pessoas votando em qualquer candidato que se apresente como forma de protesto contra o que aconteceu antes das eleições", conclui.
Para o candidato, do ponto de vista jurídico, a medida do TSE é insustentável. "A candidatura foi impugnada com base na alegação de que nós nos atrasamos na prestação de contas. Nós prestamos contas e o problema não foi sanado. No meu caso, inventaram uma nova lei: você não pode prestar contas atrasado, quando sempre se soube e está na lei claramente, que basta prestar contas".
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