Contra a decisão arbitrária do TSE
É preciso defender os direitos democráticos da classe trabalhadora nas eleições burguesas

20 de agosto de 2006

A campanha que está sendo promovida pelo Partido da Causa Operária contra a impugnação da candidatura à presidência do companheiro Rui Costa Pimenta do pelo TSE, não é meramente a defesa de uma questão isolada.
O indeferimento da candidatura do PCO à presidência se deu não por motivos legais, mas sim por motivos políticos. As alegações do TSE não têm qualquer base jurídica e são, na realidade, anticonstitucionais; pretextos simplesmente inventados para impugnar a candidatura ou para, no mínimo, impedir o crescimento da intenção de voto no partido, que já aparecia com 1%, o que representaria mais de um milhão votos, e que vinha crescendo e poderia constituir uma ameaça à eleição de Lula logo no primeiro turno, caso se concretizasse.
A decisão do tribunal foi, portanto, de caráter político e com um objetivo bem definido. Permitir que essa decisão prevaleça, significa abrir um precedente para a cassação dos direitos políticos dos trabalhadores, que terá cada vez mais impedida sua participação no processo “democrático”.
Essa atitude do TSE revela que a burguesia pretende, em um curto prazo, expulsar os partidos de esquerda e a classe trabalhadora das eleições.
A reforma política, a instituição da cláusula de barreira, são demonstrações claras dessas intenções.
Parte dessa mesma política é, por exemplo, o tempo desigual dos candidatos no horário eleitoral gratuito, o favorecimento por parte da imprensa de alguns candidatos, considerados “maiores” em detrimento dos demais, que impossibilita que o eleitor tenha qualquer “liberdade de escolha” na hora de votar, além do cerceamento nos debates, entre tantos outros fatores.
Isso porque a classe trabalhadora apresenta uma evidente tendência a entrar em luta, diante dos ferozes ataques às suas conquistas e à sua condição de vida e do descrédito total dos partidos burgueses diante da população.
Por isso é importante lutar para impedir que os direitos democráticos dos trabalhadores sejam cerceados e que os governos, a mando da grande burguesia e dos banqueiros, continue e intensifique o ataque às condições de vida e aos direitos dos trabalhadores.