O feitiço contra o feiticeiro
Golpe dos tribunais burgueses revelam descrédito das instituições burguesas “democráticas” diante da população


22 de agosto de 2006

A tentativa de impugnação pelo TSE coloca para o Partido da Causa Operária e para a classe trabalhadora novas perspectivas diante das eleições. Ao mesmo tempo em que a burguesia, representada pelos juízes do TSE, cargos seus de máxima confiança, indicados diretamente pelos últimos governos, desde Collor de Melo até Lula, tentam desferir um duro golpe na classe operária organizada, os trabalhadores nunca desconfiaram tanto do Congresso Nacional, do governo Lula e dos partidos burgueses tradicionais da direita, profundamente desmoralizados pelos maiores escândalos de corrupção já notados na história do país, expressão de sua própria crise política.
O TSE demonstra que o sistema eleitoral não comporta a presença de um partido minoritário, mas operário, socialista e revolucionário, que vem crescendo geometricamente nas intenções de voto de uma ampla parcela mais esclarecida da população, especialmente dos trabalhadores. Esta demonstração já vinha sendo dada com a necessidade de impor uma reforma política para tornar ilegal o PCO.
Ao abrir uma via judicial draconiana contra a candidatura à presidência de um partido operário, o único partido socialista e revolucionário nas eleições, vislumbrando um regime de exceção, colocando em prática uma aberração jurídica nunca antes utilizada, nem pelos governos militares no país, os tribunais da burguesia abriram um precedente contra a organização política democrática dos trabalhadores nas eleições. Por isso é necessária uma ampla campanha para barrar esse ataque à classe trabalhadora e seus direitos democráticos O golpe ditatorial da burguesia contra o PCO, que tem como objetivo imediato tentar garantir a reeleição de Lula em um primeiro turno, para desferir mais ataques à classe trabalhadora, abre uma via revolucionária diante das eleições, colocando em cheque a autoridade da justiça burguesa, e na ordem do dia a organização pela independência da máquina política patronal.
Isto significa um caminho de crise ainda maior para a burguesia e um fator decisivo para a organização de um partido operário, revolucionário e de massas.