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Voto no pco Indeferimento
O problema que a burguesia quer resolver
Leia abaixo o programa do Partido da Causa Operária para as eleições de 2006
25 de setembro de 2006
A situação de crise da burguesia deixa claro a importância de atacar o PCO, através do indeferimento da candidatura presidencial de Rui Costa Pimenta, pelo TSE- Tribunal Superior Eleitoral.
Por detrás dos propalados problemas técnicos e jurídicos já devidamente desqualificados pelo partido na campanha que realiza contra a impugnação - está, na opinião da própria burguesia,a questão eleitoral. Um jornalista burguês analisando um estudo da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) que estabelecia que o problema das eleições é que uma projeção mais profunda das pesquisas que apontam Lula vencendo no primeiro turno indicariam uma tendência ao crescimento de duas candidaturas: Rui Costa Pimenta (PCO) e Cristóvam Buarque (PDT) que aparecem nas pesquisas com 1% estariam situados com até 3% das intenções de voto, o que levaria a eleição para o 2º turno.
Atacam o candidato do PCO, porque o Partido da Causa Operária, constitui-se em um obstáculo real ao principal plano político da burguesia. Não só da burguesia brasileira que é a mais importante da América Latina mas do conjunto da burguesia mundial que terá que adotar esta mesma política por todos os lados. E, como se pode ver ainda que de forma deformada - no caso do PT, a influência política da luta da classe trabalhadora brasileira estende-se por todos os lados, tem reflexos internacionais.
O regime em crise, incapaz de realizar este ataque de frente atua de modo colateral. O TSE e seu presidente, Marco Aurélio de Mello, que não podem agir ainda que timidamente - contra o mensalão, sanguessuga etc. por isso aceleraria a desestruturação do regime, são acionados para atacar o PCO, buscando dar um caráter legal a esta investida.
Por certo, a burguesia gostaria de não precisa atacar diretamente o PCO ou, pelo menos, adiar esse ataque ao máximo, procurar ignorá-lo, deixar que o partido passasse em branco. Por isso mesmo, tomaram uma série de medidas parciais (manipulação da imprensa, das pesquisas, cortes dos debates etc.), mas isso não deu resultado e foi necessário um ataque mais direto.
Isso, evidentemente, coloca novos problemas para eles, diante da reação do partido (leia sobre a campanha nas próximas páginas desta edição) a qual despertou ampla simpatia, principalmente, entre os setores mais esclarecidos do movimento operário. Setores da esquerda e uma significativa parcela do movimento operário vêm o ataque como um ataque a um partido operário, como parte de uma operação geral de fraude, manipulação das eleições e do conjunto do processo político.
Nessas condições, eles poderiam ter optado por atacar a candidatura de Cristóvam Buarque, mas não o fizeram porque, em primeiro lugar, este ataque não resolveria o problema do ponto de vista eleitoral uma vez que poderia favorecer a candidatura de Rui Costa Pimenta, do PCO, pois os votos do ex-governador e ex-ministro petista não retornariam para Lula em sua maioria, o que continuaria a levar a eleição para o segundo turno e, em segundo lugar, porque aumentar a votação do PCO poderia significar a ampliação das tendência de evolução à esquerda, ampliando a rejeição ao governo Lula e ao regime, evidenciando ainda mais a popularização das idéias socialistas e revolucionárias do partido, o que poderia ter um efeito muito imediato na situação política.
Esse crescimento (que poderia representar até 4 milhões de voto) funcionaria também como um obstáculo à Reforma Trabalhista e ao conjunto da política da burguesia para o próximo período.
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