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Democracia burguesa Enquanto candidato dos trabalhadores é cassado...
Tribunais querem aprovar candidatura de Collor, ex-presidente deposto pela população
2 de setembro de 2006
Está para ser aprovada pelo TRE de Alagoas a candidatura de um dos corruptos mais notórios da história do País, Fernando Collor de Mello, que sofreu impeachment à há mais de 14 anos, em 1992, depois que foi comprovado desvio de verbas públicas e de confisco das contas de grande parcela da população. Collor pediu no último dia 30 o registro para se candidatar ao Senado no lugar de Eraldo Firmino do PRTB, partido do qual agora faz parte, e no dia 1º já iniciou sua campanha na TV.
Collor foi derrubado do governo em 1992 após inúmeras manifestações estudantis e populares pelas ruas do país, cuja palavra-de-ordem central era “Fora Collor”, o que pressionou os deputados a realizarem uma votação aberta, onde decidiu-se definitivamente pela cassação do mandato.
Apesar da enorme pressão popular e do isolamento de Collor de uma grande parcela da burguesia e de ser acusado perante o Supremo Tribunal Federal por crimes comuns como de formação de quadrilha e mais de 100 outras acusações, foi absolvido graças à falta de provas e pode retornar à participação nas eleições já em 2006. Uma das figuras mais corruptas do País que foi deposto por uma ampla maioria da população, teve sua punição revertida nos tribunais, caso que se amplia a todos os maiores parasitas do país. Em meio à enxurrada de denúncias de máfias engendradas por todo o governo e em especial na câmara dos deputados, 88% dos atuais congressistas concorrerão à reeleição, segundo os números do TSE, o maior percentual desde 1994.
O mesmo TSE é agora presidido pelo mesmo juiz indicado pelo governo Collor, Marco Aurélio de Mello, primo do ex-presidente.
Marco Aurélio é um dos cabeças, junto com os outros seis juízes que unanimemente votaram pelo indeferimento da candidatura de Rui Costa Pimenta do PCO à presidência da república utilizando uma monstruosidade jurídica, uma lei retroativa para atingir somente a candidatura do único partido operário e socialista das eleições.
O PCO, que realiza uma campanha nacional nas ruas, locais de estudo e trabalho, contra a decisão dos tribunais chamando a população a protestar, denuncia a perseguição política da burguesia e do governo Lula e desmascara o jogo de cartas marcadas das eleições. A justiça, que atua sistematicamente contra os trabalhadores, que entre quatro paredes é comandada pelos “juízes biônicos” da burguesia, atua contra todos os princípios democráticos inclusive contra a decisão de toda a população como no caso de Collor para impor a vontade de meia dúzia apoiada pelos patrões. A democracia burguesa está e sempre esteve calcada nos interesses dos patrões que utilizam as eleições como forma de tentar iludir a população e para criar um subterfúgio contra qualquer decisão popular.
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