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Iraque
A resistência em Faluja e a crise que se espalha pelo país
Intensificam-se os ataques à Faluja, na tentativa de sufocar os combatentes e a resistência cresce e se multiplica pelo país
13 de novembro de 2004
Segundo o exército norte-americano, 600 insurgentes foram mortos durante a recente investida à Faluja.
Longe de pôr termo à resistência do povo iraquiano, o massacre em Faluja está levando a guerrilha a outras cidades, evitando o confronto direto com uma força militar muito superior, como os 15 mil soldados norte-americanos e iraquianos que fazem o cerco à cidade.
O número de norte-americanos mortos chega a 18, com mais de 69 feridos até o quinto dia de ocupação em Faluja. Além desses, cinco soldados iraquianos morreram e 14 ficaram feridos.
A resistência à investida norte-americana em outras cidades já deixou mais de cem norte-americanos feridos, que foram enviados ao principal hospital militar dos EUA na Europa, na Alemanha.
Em Mossul a população armada investiu sobre delegacias de polícia. Declarações de um soldado norte-americano indicam que alguns policiais iraquianos estão cooperando com os rebeldes. O índice de deserção entre as tropas iraquianas cooptadas pelo governo-fantoche de Yiad Allawi permanece alto.
Faluja: pólo de resistência do povo iraquiano
A força aérea norte-americana ataca o noroeste da cidade de Faluja desde o meio da semana, a região ainda permanece sobre controle dos insurgentes, que resistem fortemente.
No entanto, a situação dentro da cidade, assim como, de um modo geral, no país dominado pelas Forças Armadas norte-americanas, as informações são controladas pelo Exército, que só divulga as baixas dos EUA, e que mantém os acessos à Faluja fechados há dias.
Sabe-se que helicópteros e aviões bombardeiam a cidade constantemente, abrindo caminho para a Infantaria, protegida por baterias de artilharia pesada, dominar a cidade. Dois helicópteros norte-americanos foram derrubados em dois lugares diferentes de Faluja.
Nas ruas, dezenas de corpos em decomposição, e centenas de feridos se refugiam em casas sem hospitais, sem telefone, eletricidade ou água corrente.
Os rebeldes anunciaram a captura de 20 guardas nacionais iraquianos que participaram da operação.
Um grupo, supostamente ligado à rede Al Qaeda, que seqüestrou familiares do primeiro-ministro advertiu que caso a invasão de Faluja não termine em 48 horas e todos os prisioneiros sejam libertados os parentes de Yiad Allawi seriam executados.
O plano de realizar eleições, e para isso “pacificar os focos de resistência”, pode ser frustrado pela organização da população, chamada pelos clérigos sunitas a boicotar as eleições.
Apesar de que os norte-americanos estão concentrados em controlar o chamado “Triângulo Sunita”, não há tropas suficientes para exercer o controle permanente sobre o território.
Os EUA afundam cada vez mais no pântano que se tornou o Iraque. Totalmente comprometidos com o governo de fachada de Yiad Allawi para a dominação imperialista do País, a crise que as tropas de ocupação enfrentam, e o processo revolucionário que toma conta da população somam-se à resistência do povo iraquiano contra a dominação do imperialismo norte-americano.
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