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Faluja
Exército dos EUA esconde o massacre imperialista contra a população iraquiana
21 de novembro 2004
As tropas norte-americanas estão manipulando e mentindo sobre o genocídio promovido durante a ofensiva militar contra Faluja, escondendo um dos fatos mais truculentos causado pela política imperialista
Na última quinta-feira, o tenente-general da 1ª Força Expedicionária dos Marines, John Sattler, declarou que a ofensiva investida contra Faluja, localizada a 50 quilômetros a oeste de Bagdá, se encerrou oficialmente sem mortes entre civis.
Além disso, o comandante afirmou também que a população da cidade está “a salvo” dos ataques terroristas dos insurgentes, onde, segundo informações do Exército dos EUA, 1.200 militantes de grupos combatentes no Iraque morreram e 1.025 foram presos durante o período da mega operação das tropas norte-americanas.
Em relação às baixas entre os soldados norte-americanos, foram divulgadas 51 mortes e cerca de 425 feridos desde o dia 8 passado, início da ofensiva. Entre os policiais da Guarda Nacional do Iraque, oito foram mortos e 43 feridos.
No entanto, apesar do anúncio do fim da ofensiva contra Faluja, um relatório apresentado pelos fuzileiros navais advertiu que a saída dos soldados poderia possibilitar o fortalecimento dos insurgentes, levando ao seu crescimento e a novos ataques na cidade.
A ação militar promovida pelo imperialismo norte-americano, na realidade, revela um verdadeiro massacre contra a população iraquiana.
O anúncio de que não houve morte entre os civis expressa somente a opressão e o genocídio causado pelos EUA, usando de mentiras e manipulação para ocultar o assassinato em massa de pessoas que repudiam a dominação imperialista no Iraque.
Desde o dia 8, mais de 10.000 soldados cercaram Faluja, bloqueando fronteiras e todas as vias de acesso à cidade.
Tanques, helicópteros, artilharia e aviões de combate invadiram a cidade, onde, segundo informações de moradores do local, a cada segundo ouvia-se o barulho ensurdecedor das bombas que destruíam casas, mesquitas e hospitais, matando os moradores em grande escala.
Todos os hospitais da cidade, os que permaneceram em pé, foram ocupados pelos militares norte-americanos, evitando que vítimas de ataques fossem socorridas e podendo esconder o número de mortes que aumentava a cada hora.
Nos últimos dias da ofensiva, se cogitou a saída de todos os jornalistas, devido às imagens que foram exibidas pela BBC, onde é mostrado um soldado disparando um tiro contra a cabeça de um ferido iraquiano caído no chão que não demonstrava a mínima resistência.
As ruas de Faluja estavam cobertas de sangue e de corpos em estado de putrefação. Organizações internacionais que tentaram prestar socorro às vítimas disseram que os militares não permitiram a entrada deles para o auxílio médico dos feridos. Houve até mesmo relatos de uma mulher que teve um aborto espontâneo e acabou morrendo com seu filho por não ter recebido ajuda médica.
De um total de 300 mil habitantes, cerca de 90% dos moradores deixaram Faluja, restaram apenas 50 mil, que ficaram sem água, luz e nenhum tipo de meio de comunicação.
Certamente um número inimaginável de civis foi simplesmente esmagado pelas tropas norte-americanas, que tiveram o completo apoio do governo interino, escolhido pelo governo de George W. Bush.
O massacre realizado pelo Exército do imperialismo dos EUA, representando uma verdadeira ação nazista, é uma das maiores atrocidades contra uma população oprimida pelo capitalismo.
Usando como pretexto a falsa democracia burguesa, usada apenas para a exploração e a opressão dos povos, o governo reeleito de Bush, há mais de 20 meses atrás, havia declarado que o governo iraquiano, na época encabeçada pelo ditador Saddam Hussein, guardava armamentos químico e biológico de destruição em massa.
No entanto, nunca houve qualquer resquício desta possibilidade, apesar de o Exército dos EUA possuir um arsenal suficiente para varrer toda a população existente no planeta.
Novamente exercendo a “democracia”, a ofensiva contra Faluja, a cidade com a maior resistência à dominação imperialista, três dias após a reeleição de Bush, os EUA usou como pretexto a necessidade de “pacificar” a cidade para as eleições interinas programadas para janeiro do próximo ano.
Porém, esta política reflete exatamente a defesa do interesse econômico e político mundial dominado pelo imperialismo.
Nesse sentido, a investida do Exército norte-americano contra a população iraquiana expressa a crise política do imperialismo, que usa como último meio o poder da opressão militar para defender seus interesses, tentando se impor sobre a miserável população iraquiana com o enorme banho de sangue promovido.
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