Iraque:
100 mil civis mortos em 18 meses


O imperialismo não tem mais o menor controle da situação no Iraque, resultando no desespero da tropa norte-americana e na crise política do imperialismo

31 de outubro 2004

Um estudo publicado na última quinta-feira no site de uma revista especializada em artigos para medicina, foi divulgado uma estimativa de que mais de 100 mil civis iraquianos foram mortos desde o início da invasão dos EUA no Iraque, há 18 meses atrás.
Além disso, informações do Departamento de Defesa dos EUA indicam que, pelo menos, 1.081 militares já morreram.
O estudo foi realizado por pesquisadores norte-americanos e iraquianos, da Universidade de Columbia, aponta que a maior parte dos civis que foram mortos pelas forças de coalizão foram mulheres e crianças.
Para se fazer o cálculo do número de civis mortos, os pesquisadores percorreram 33 bairros em todo o Iraque no mês de setembro, selecionando indiscriminadamente grupos de 30 domicílios. Ao todo foram visitados 988 domicílios, sendo que 808 aceitaram se submeter ao estudo, equivalendo a 7.868 pessoas.
Para cada uma das pessoas, os pesquisadores perguntaram quantas pessoas moravam no local e quantas nasceram e morreram desde o mês de janeiro de 2002.
Após os resultados, comparou-se a taxa de mortalidade no Iraque exatamente há 15 meses antes da invasão dos EUA, chegando no resultado final de 100 mil pessoas mortas. Este método de estudo também foi usado para se calcular o número de pessoas mortas na guerra de Kosovo.
Foi revelado também que anteriormente à guerra do Iraque, as causas mais comuns de morte entre a população eram problemas relacionados ao coração e doenças. No entanto, após o início da guerra houve um aumento disparado das mortes decorrentes da violência gerada pelas tropas de coalizão, onde cerca de 95% das mortas foram causadas por bombas ou tiros de helicópteros apache.
A atual situação no Iraque expressa a dominação militar de um país imperialista sobre toda uma população pobre e massacrada por interesses econômicos e políticos.
No entanto, a extrema situação revolucionária no Iraque e em todo o Oriente Médio revela a verdadeira crise do imperialismo e sua disposição a passar por cima de toda uma população pelo monopólio do petróleo.