Não à perseguição política do governo Alckmin
36º Congresso da UBES aprova moção contra a expulsão das companheiras Aline e Cíntia da Unesp


12 de dezembro de 2005

As companheiras Aline Toledo e Cíntia Bossolani, estudantes da Unesp Araraquara e militantes do Partido da Causa Operária estão sendo ameaçadas de expulsão por suas convicções políticas.
A universidade montou uma comissão de sindicância e está acusando as companheiras de terem roubado uma urna, pretexto para tentar expulsar as companheiras pois estas se manifestam, dentro da universidade, claramente, contra a política da reitoria de destruição e sucateamento da universidade pública.
As companheiras foram agredidas por homens e ao invés da direção da Faculdade abrir uma comissão para apurar as agressões que constam, inclusive, em inúmeros boletins de ocorrência, e é crime previsto no código penal, o que vemos é a instauração de uma sindicância que visa expulsar as companheiras da Unesp Araraquara por ter, supostamente roubado uma urna.
Os agressores falam em nome da universidade e em nenhum momento a universidade se manifestou sobre a questão e nem tomou nenhuma atitude contra as agressões, ao contrário, instaurou uma sindicância para expulsar as companheiras Aline e Cíntia.
Consideraremos, desde já, a diretoria da Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara, o reitor da Unesp e o governador do Estado, Geraldo Alckimin, do PSDB, como responsáveis por qualquer injúria física que seja cometidas contra as companheiras, uma vez que se calaram com respeito às agressões e estimulam a política de violência contra os que se opõem à sua política.
O 36° Congresso da União Brasileira de Estudantes Secundaristas repudia esta atitude fascista do Governo Alckimin, da reitoria da unesp e da direção da FCL/Araraquara e exige o fim imediato das perseguições às companheiras e a todos os militantes do movimento estudantil que estão sendo perseguidos por suas convicções políticas.

36° Congresso da UBES
Brasília – DF, 08 a 11 de dezembro de 2005