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Movimento pelo Passe Livre
Estudantes são reprimidos em Brasília
17 de agosto de 2005
Em uma tentativa de intimidar os estudantes que participam do Movimento pelo Passe Livre em Brasília, os grandes empresários dos transportes investem em uma campanha de repressão.
Nesta segunda-feira, dia 15, cerca de 150 estudantes fizeram uma passeata para exigir a diminuição das passagens no Distrito Federal saindo da W3Sul até a Rodoviária do Plano Piloto. A caminho da concentração, já no início da passeata, a Polícia Militar foi chamada para agredir os manifestantes. Um contingente de 30 policiais, um número proporcionalmente muito acima daquele usado normalmente em manifestações, partiu para cima da passeata, obrigando os estudantes a passarem por uma revista utilizando-se da agressão física e de ameaças.
Os estudantes que fazem parte do movimento denunciaram que a polícia ameaçou coletar nomes de quem protestava para entregar à direção das escolas de onde eram matriculados. “Nós estávamos fazendo uma manifestação pacífica e a polícia chegou agredindo, acelerando motos em cima da gente e rasgando nossos cartazes” diz um dos estudantes que preferiu manter-se anônimo (Jornal do Brasil, 16/8/2005). Alegando que os estudantes praticavam atos de vandalismo, foram feitas três ordens de prisão. Os três presos, um deles menor de idade, denunciaram que foram agredidos por policiais e ao final da passeata prestaram queixa e fizeram exame de corpo delito no IML. Um dos estudantes foi acusado de perturbação da ordem e outro de danos ao patrimônio público e foram obrigados a pagar fiança de R$ 300,00 para serem liberados.
Ainda ao final da passeata os estudantes se reuniram e fizeram um ato da Rodoviária, marcando outro para o dia seguinte.
Esta já não é a primeira investida das autoridades contra estudantes que procuram reivindicar o passe-livre e a diminuição das passagens. Ao contrário, é a resposta que os governos locais vêm dando à mobilização estudantil pelo passe-livre que acontecem por todo o País. Esta é uma resposta dos setores mais reacionários e do braço armado dos proprietários das empresas de ônibus na tentativa de intimidar uma parcela da juventude que vem se organizando minimamente e que se aproximam de uma reivindicação que atinge toda população. A reação dos empresários do transporte e dos governos burgueses é na verdade um desespero político diante de reivindicações estudantis, principalmente pelo seu potencial de mobilização, sua capacidade de unificar a classe trabalhadora e uma grande parcela da juventude em uma força política para barrar o desmando dos parasitas e exploradores da imensa maioria da população que utiliza os transportes públicos.
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