Unesp expulsa pela primeira vez
Palmatória de Alckmin para castigar movimento estudantil

17 de novembro de 2005

Foi publicado no "Diário Oficial" do Estado, neste sábado, a expulsão de sete estudantes do curso de história da Unesp de Franca por pedido pessoal do reitor Marcos Macari por infringirem, segundo a assessoria da Unesp, quatro artigos do regimento interno, incluindo a perturbação do bom funcionamento da administração e a prática de ato contra a integridade moral e os bons costumes. A expulsão, segundo a universidade, é a primeira de sua história.
Os estudantes realizaram ato que, apesar de não ter acompanhado as mobilizações estudantis e ter sido uma prática isolada do movimento estudantil e não comum como forma de luta dos estudantes, mencionava uma posição contrária ao profundo sucateamento da universidade. No dia 2 de agosto, três dos estudantes urinaram, defecaram e vomitaram na frente do reitor da Unesp, Marcos Macari, e do diretor do campus, Hélio Borghi. alegando que o ato era uma manifestação contra a falta de estrutura da universidade.
A reitoria junto ao governo do estado quer dar o exemplo aos estudantes mobilizados aproveitando-se do ato incomum e isolado de alguns estudantes para punir aqueles que realizarem uma ampla greve e pelos últimos atos contra os cortes do governo. A antiga prática de punir os desavisados, como fica claro no fato dos estudantes serem todos do primeiro ano na universidade, com idade entre 18 e 22 anos, é uma tentativa de abrir espaço para mais repressão e chantagem contra os estudantes que se opuserem à política do governo Alckmin e PSDB e da reitoria escolhida por ele.