Unesp Araraquara
Reitoria expulsa membros da AJR da Universidade para impedir a inscrição da chapa da AJR nas eleições do CAFF

17 de outubro de 2005

Na última quinta-feira, membros da AJR estavam distribuindo panfletos e chamando os estudantes para a participarem da eleição do Centro Acadêmico do curso de Ciências Sociais, quando os alunos Mauro, “Mosquito”, “Ceará”, Lucas e Zeus foram até a cantina agredi-los com socos e cadeiradas, exigindo que os mesmos se retirassem da universidade, agindo como tropa de choque da reitoria numa atitude fascista, repetida anteriormente com as companheiras Aline e Cíntia, que se retiraram da universidade coagidas, ameaçadas e agredidas por esses mesmos estudantes para que nada de mais grave ocorresse.
Esses estudantes acham que a universidade deve ser privada, como acontece nas universidades pagas que só entra quem consegue passar a carteirinha na catraca eletrônica estando em dia com as mensalidades, são verdadeiros defensores do ensino privado no país.
Os membros da AJR se defenderam da agressão, ajudados por outros estudantes e pessoas presentes no local e, imediatamente após o acontecido, passaram nas salas de aula denunciando a agressão para esclarecer aquela atitude fascista, covarde, que causou no local uma indignação geral de todas as pessoas presentes.
Em seguida, os membros da AJR, os mesmos que sofreram a agressão dos estudantes fascistas, foram comunicados pelo chefe da segurança “Toninho” que deveriam se retirar do Campus, pois o diretor da faculdade, Paulo Renes, assim determinara e que caso contrário, chamariam a polícia. Os membros da AJR, após explicarem para o segurança que a universidade é pública e, portanto, todo o cidadão pode entrar, que estavam apenas realizando um trabalho político de distribuição do boletim da AJR e conversa com estudantes para a formação da chapa para as eleições do CAFF, permaneceram fazendo esse trabalho.
Todo estudante deveria se perguntar porque estudantes que causaram baderna e tumulto no campus, agredindo outras pessoas, permaneceram no campus, impunes, causando risco para qualquer outro estudante e os agredidos, as vítimas, tinham que sair da universidade.
Em seguida foi chamada a polícia que sob orientação da reitoria exigiu a retirada dos estudantes, sob coerção que foram ameaçados de serem presos casos não saíssem, um verdadeiro absurdo, um abuso de autoridade. O objetivo da reitoria era retirar os membros da AJR do campus para impedir que a única organização de esquerda na universidade pudesse inscrever sua chapa no Centro Acadêmico, pois o prazo da inscrição se encerrava naquele mesmo dia.

Estudantes direitistas são a tropa de choque dos capitalistas do ensino privado

Estes estudantes fascistas que agrediram os membros da AJR são os representantes da reitoria entre os estudantes, pessoas que estão a serviço do desmonte do ensino público no país.
A Unesp vem sendo sucateada de forma explícita, o governo estadual veta verbas com a maior tranqüilidade pois sabem que a direção do movimento estudantil dentro da universidade está nas mãos das reitorias.
O DCE da Unesp é dirigido pelo PCdoB e na Unesp Araraquara estuda o vice-presidente da UEE, Estevão, membro do PT-mensalão de Zé Dirceu, Delúbio e cia. O Estevão mensalão anda na universidade se gabando das medidas tomadas pelo governo Lula, defende os ataques do governo federal à educação como a Reforma Universitária, o Prouni, o desvio de verbas públicas para as universidades pagas. Ao mesmo tempo, Estevão-mensalão defendeu também os estudantes agressores e a expulsão dos membros da AJR da universidade.
Através do mensalão dado pelo governo corrupto de Lula esses estudantes que se transformaram em burocratas mirins, defendem o governo corrupto de Lula e a privatização das universidades. Por isso precisam agredir membros da AJR e expulsar estudantes da universidade com a ajuda da polícia. Somente assim podem enganar os estudantes e fazer com que o movimento estudantil possa aceitar o sucateamento da universidade. É como no Congresso Nacional, levam o seu mensalão para defender um governo de corruptos, ladrões e lacaios do imperialismo mundial, representante dos tubarões do ensino pago no país.
Somente um movimento estudantil independente do governo e das reitorias pode organizar o conjunto dos estudantes contra estes ataques à educação pública.
A comunidade acadêmica deve se posicionar contra a agressão física e o fascismo dentro da universidade, o retorno da ditadura militar, agora imposta por meia dúzia de estudantes que está a serviço da reitoria e dos mensalões da UNE e da UEE, que dentro da universidade estão para bloquear as mobilizações estudantis contra os ataques dos Governos Alckmim e Lula.