Unesp - Ciências Sociais
Não à perseguição política

1º de setembro de 2005

Mal acabou a eleição para o Congresso de Estudantes, um grupo de professores começou uma campanha orquestrada dentro e fora das salas de aula de que a companheira Aline deveria ser expulsa da universidade. A professora Márcia Teixeira e o prof. Milton Lahuerta, desde o começo da semana, começaram a defender abertamente a expulsão da estudante.
Para se ter uma base da política reacionária, o prof Milton Lahuerta chamou a polícia para tentar impedir que os militantes da AJR distribuíssem um panfleto que contém a denúncia da agressão e que caracteriza a política dos estudantes agressores como reacionária e de direita. Obviamente a polícia não fez nada e disse que este tipo de problema não era do seu pecúlio.
O interessante é perceber a semelhança de conduta entre estes professores e os estudantes, que na semana passada tentaram impedir a eleição para os delegados para o Congresso. Os dois querem calar as divergências através da força.
É importante lembrar tanto os professores quanto os estudantes direitistas que, se nem a ditadura militar conseguiu calar a voz dos estudantes, não vai ser um grupelho dentro da universidade que vai fazê-lo. A liberdade de expressão e de pensamento é algo permitido pela própria constituição burguesa e os órgãos internos da universidade não podem impedi-lo. Na realidade o que temos aqui é a tentativa facistóide de um grupo de estudantes e professores de tentar calar um setor de oposição que coloca em xeque seus privilégios dentro da universidade.
Era só que o faltava: tentar impedir o movimento estudantil de expressar as suas idéias.
Será que se a campanha política fosse a favor da reitoria, este professores adotariam a mesma política de tentar perseguir quem está fazendo a campanha ou será que isto acontece porque a campanha é contra a política da burocracia universitária?
O que está acontecendo aqui na Unesp é a velha perseguição política àqueles que não concordam com aquilo que vêm sendo implementado há anos na universidade, a política de privatização e sucateamento da Unesp.
É bom que todos saibam que caso a perseguição política continue, estaremos entrando com um processo de discriminação e perseguição contra todos aqueles que acham que vão calar a AJR através da perseguição. Ao contrário, iremos intensificar cada vez mais a campanha política em defesa das reivindicações dos estudantes e pela liberdade de expressão dentro da universidade, conquista dos estudantes desde a época da ditadura militar.