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Fora UJS do movimento estudantil
Burocracia da UNE em defesa da “aventura da democracia” e do desarmamento do povo
20 de outubro de 2005
Mais uma vez a direção burocrata do movimento estudantil dá uma demonstração da crise pela qual atravessa, devido ao total afastamento dos estudantes e de qualquer defesa dos interesses da classe trabalhadora.
A burocracia da UNE (União Nacional dos Estudantes) saiu mais uma vez em defesa do programa da burguesia da campanha demagógica de desarmamento do governo Lula.
Gustavo Petta, presidente da UNE, redigiu ontem em nome da direção da entidade, a UJS (União da Juventude Socialista – Juventude do PCdoB) um documento defendendo o “desarmamento civil”, exatamente assim colocado, e ainda ressaltando o “caráter democrático” do referendo e a importância que este terá para ampliar a democracia. “Agimos assim por acreditar que o desarmamento civil aponta na direção correta, abrindo espaço para uma série de medidas complementares”. (Vermelho.org.br, 18/10/2005)
O Documento diz em relação ao projeto de lei que trataria dos mecanismos de plebiscito, referendo e iniciativa popular (PL 4718/2004)
“O projeto faz parte da Campanha Nacional em Defesa da Democracia, lançada no ano passado pela Ordem dos Advogados do Brasil com apoio dos movimentos sociais. Sua finalidade é alterar a regulamentação do artigo 14 da Constituição que prevê a realização de plebiscitos e referendos apenas por iniciativa do Congresso.
Garotos propaganda da burguesia e do imperialismo
Após apresentar no último congresso da UNE em julho deste ano, o voto no sim ao desarmamento da população, a juventude do PCdoB não apenas demonstrou todo o apoio como vem compondo junto ao governo Lula e as entidades interessadas uma frente de campanha no movimento estudantil
Representantes de dez entidades estudantis entregaram no dia 23 de agosto uma moção em favor do desarmamento ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL), um dos líderes da campanha pelo “sim” e representante da oligarquia no campo contra os sem-terra. Na moção as entidades mostraram seu empenho em ampliar a campanha pelo “sim”, colocando à disposição do governo a participação das figuras estudantis da UJS em atos públicos nas escolas e universidades em nome da Frente Parlamentar em favor do desarmamento.
Entre as entidades às quais a UNE e a UBES se juntaram para propagandear o desarmamento, está a conhecida ONG Viva Rio, com sede no Rio de Janeiro e origem norte-americana. A ONG atua há doze anos no Brasil e na América Latina fazendo propaganda do desarmamento nestes países. A ONG é apenas uma fachada, sendo financiada pelo governo norte-americano e mantendo alianças com a grande burguesia nacional, como a Rede Globo de televisão.
Para defender o projeto criminoso de desarmar a população e armar o Estado e a burguesia, o aparelho da burocracia estudantil, garotos de recado de Lula não conseguem se conter aliando-se aos piores inimigos do povo, colocando abaixo qualquer resquício de caráter minimamente de esquerda, nem dizer comunista, como timidamente procuram se apresentar, para defender um plano conhecido historicamente como a prática que precede os piores genocídios contra o povo como resultado do monopólio das armas nas mãos dos exploradores do povo.
A UJS prova mais uma vez ser apenas uma sucursal de propaganda do governo, ao qual se atrela organicamente pelo seu próprio mensalão, recebendo verbas do governo através da UNE.
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