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Unesp - Araraquara
A serviço de quem e a serviço do quê estão as mentiras do PSTU contra a AJR e o PCO?
Ocorreu nesta semana a eleição de delegados do curso de Ciências Sociais da Unesp em Araraquara. O pleito quase foi impedido por militantes do PSTU que tentaram agredir companheiras da Aliança da Juventude Revolucionária, a juventude do PCO 28 de agosto de 2005
A eleição para os delegados ao Congresso da Unesp/Fatec de 2005 foi encaminhada pelo Centro Acadêmico Florestan Fernandes, do curso de Ciências Sociais, desde a primeira semana de aula.
As inscrições de chapa seriam até o dia 12/8 e a eleição nos dias 18 e 19/8, conforme deliberado em reunião. Como até o prazo final para inscrição das chapas só havia uma única inscrita, a chapa AJR-Reconstruir o DCE pela Base, foi deliberado que as inscrições seriam prorrogadas até a terça-feira seguinte e mesmo assim, não se inscreveu mais nenhuma chapa.
Covardes, agressores fascistóides
A eleição transcorreu tranqüilamente no primeiro e no segundo dia até a parte da tarde, quando militantes do PSTU começaram a fazer um escândalo em volta da urna para impedir a votação dos estudantes.
Usando desculpas como “que a comissão eleitoral era irregular”, que o edital “estava irregular”, “que a urna deveria ser fechada às 21h30 e não às 22h”, o grupo do PSTU, que não conseguiu organizar sua própria chapa para debater propostas e disputar a eleição de delegados com a única chapa inscrita, nem ao menos procurando os membros do Centro Acadêmico para demonstrar interesse em participar do Congresso como delegados, fez um verdadeiro “piquete” em frente à mesa de votação para impedir que a eleição obtivesse quorum.
A forma encontrada pelo PSTU de tentar acabar com o processo eleitoral foi partir pra cima de duas estudantes que estavam na mesa de votação com um grupo de mais de cinco pessoas, agredindo, causando constrangimento e coagindo as mesmas a encerrarem o processo antes do final das aulas, sabendo que vários alunos, que não tiveram intervalo, votariam na hora da saída.
Entretanto, a pergunta que todo estudante deveria fazer é a seguinte: “o que significa tudo isso”? Principalmente porque não há nenhuma disputa nesta eleição, na medida em que há apenas uma chapa inscrita e nunca, na universidade, tinha acontecido um carnaval tão grande por causa de uma eleição com chapa única.
O primeiro problema é exatamente este. Como os militantes do PSTU não tiveram condições de montar uma chapa, pois estão muito queimados no curso e apenas uma chapa foi inscrita, para evitar que esta chapa fosse eleita para o Congresso de estudantes era necessário impedir a eleição, pois na medida que a chapa é única, ela seria eleita de qualquer maneira, bastava a eleição ter quorum.
Depois de tudo o que aconteceu, da baderna no horário da eleição, da tentativa de agressão, do bloqueio aos estudantes que queriam votar etc. foi decidido que a eleição seria feita novamente em segundo turno nesta quarta e quinta-feira. Mais uma vez, no meio da eleição, os militantes do PSTU, histéricos e totalmente fora de controle, tentaram impedir a votação através da força, o que não conseguiram. Desesperados, e em acordo com alguns diretores do CA, inclusive com o apoio de pessoas que há tempos estão afastadas do CAFF (um dos diretores até já concluiu o curso e não reside mais em Araraquara) realizaram uma reunião onde aprovaram um documento com colocações fascistóides.
Em primeiro lugar, o documento aprovado por uma parcela dos coordenadores, aparecia com a assinatura de coordenadores que sequer tinham autorizado a sua publicação e sequer tinham lido o texto que seria publicado.
Em segundo lugar, o documento tem argumentos fascistas como o de que um estudantes não pode abertamente ter posições políticas e se filiar a partidos políticos, pois isto caracterizaria uma “postura anti-ética segundo os princípios democráticos de conduta” (Carta de retratação aos alunos de Ciências Sociais). Para determinados membros do CAFF, uma conquista que foi estabelecida após anos e anos de luta contra a ditadura militar, a conquista de poder participar de organizações de esquerda que, inclusive, tem posições políticas opostas ao governo, seria “antiético”. O que estes coordenadores estão tentando é banir os partidos políticos de esquerda da universidade, acabar com a liberdade partidária e com a liberdade de convicção partidária, prática que faria inveja aos chefes da ditadura militar. O que eles não entendem ou não querem entender é que este é um direito garantido pela Constituição Federal. Isto não depende da vontade desta parcela dos diretores do CAFF, que não têm poder nenhum para impedir que, não só as pessoas façam parte de partidos políticos como divulguem abertamente as suas idéias em qualquer lugar que seja, dentro ou fora da universidade. A tentativa de impedir a liberdade de convicção partidária é uma conduta tipicamente fascista.
O mais interessante de tudo é que toda a campanha antipartidária é feita por um partido político, o PSTU, que está totalmente desacreditado na universidade, em uma crise nunca antes vista, onde até ontem participava da UNE como apadrinhado do PCdoB-mensalão, recebendo benesses como salários e diárias pagas pela diretoria. Por conta desta crise, seus militantes estão totalmente descontrolados, agindo de maneira totalmente histérica.
O que o conjunto dos estudantes precisa analisar é a seguinte questão: quem ganha com esta política de impedir que a AJR eleja delegados para o Congresso da Unesp no curso de Ciências Sociais?
Se a eleição não for concretizada, qual interesse será garantido? Obviamente que não será o dos estudantes e sim o do PCdoB (maioria do DCE), pois se a esquerda estiver em minoria no Congresso, mais uma vez o PCdoB vai impor todas as suas propostas que são de destruição da universidade pública como, por exemplo, o apoio à Reforma Universitária de Lula-Genro-FMI.
Por isso as mentiras, por isso as calúnias, por isso a ideologia fascista de tentar impedir as pessoas que se manifestarem e se posicionarem a favor de um partido político: para encobrir a política de favorecimento do PCdoB-mensalão que o PSTU está defendendo.
É importante salientar que nós da AJR estamos sendo acusados de sermos sinceros, pois a AJR nunca se esconde por detrás de nomes-fantasia, mas declara abertamente seu programa e seus princípios, programa, inclusive que foi detalhadamente explicado na tese que está sendo distribuída em toda a Unesp. Estamos sendo acusados de sermos honestos e não nos fingirmos de apartidários, como fazem hoje todos os corajosos “militantes”, agressores de mulher do governo mensalão do PT-PCdoB-PSTU.
Qual a mudança?
Como pessoas que tinham concordado com o processo eleitoral que tinha sido discutido detalhadamente em uma reunião do CAFF, de repente mudaram de idéia e passaram a defender as posições do PCdoB dentro da universidade?
Para os companheiros do PSTU, só o PCdoB pode eleger delegados e isto fica evidente pois não existe nenhuma revolta e nenhuma baderna e histeria nos cursos onde o PCdoB está elegendo delegados. A histeria só aparece com a esquerda, quando a AJR está na eleição.
É importante que os estudantes abram os olhos, pois tem muito mais história por detrás desta simples eleição. Vários estudantes que são do PSTU do curso de Ciências Sociais têm estreitas ligações com a burocracia da universidade. Têm bolsas do PET cuja coordenação está nas mãos da Professora Maria Teixeira, do Departamento de Política e do Conselho de Curso de Ciências Sociais e, além disso, estes mesmos estudantes têm estreitas ligações com o professor Milton Lauherta, coordenador da Pós Graduação, ex-candidato a vice-diretor da Faculdade e membro do Conselho Universitário. Estes professores têm muito interesse que a AJR não se construa na universidade e, obviamente, preferem que o PCdoB permaneça na direção do DCE pois os dois estão do mesmo lado na luta entre governo e estudantes pela melhoria da universidade. Os estudantes estão de um lado e a panelinha estudantil do PSTU, a serviço da burocracia dos professores, do PCdoB e do governo, estão do outro.
Os estudantes querem retirar o PCdoB que deixou a reitoria deitar e rolar durante todos estes anos (falta de funcionários na biblioteca, poucas vagas na moradia, alto preço do RU e privatização do xerox etc.) e a burocracia universitária destes professores quer que eles fiquem.
Estes são os problemas que estão em jogo, todo o discurso da ética e da lisura, na realidade é para tentar encobrir os interesses econômicos que estão por trás. |