Unesp Araraquara
Agressão e cartazes da AJR arrancados

2 de setembro de 2005

Na última sexta-feira, os estudantes Mauro e Douglas (Mosquito) do Curso de Ciências Sociais da Unesp Araraquara foram flagrados por membros da Aliança da Juventude Revolucionária arrancando os cartazes que foram pregados na universidade denunciando a agressão que estes dois estudantes e mais outros do PSTU, do CAFF (Centro Acadêmico de Ciências Sociais) e outros estudantes de direita fizeram contra os estudantes do curso e outros militantes da AJR, dentre eles a companheira Aline Toledo, ex-diretora do Centro Acadêmico.
Os dois agressores ficaram perdidos ao perceberem que tinham sido pegos e partiram para cima da militante da AJR, Cristine segurando-a e gritando que iria tira-la à força da universidade. Foi preciso que a companheira se escondesse dentro do laboratório computacional. Mais uma vez, em menos de dois dias, foi necessário que a polícia entrasse no campus para evitar que algo mais grave acontecesse.
Enquanto a polícia estava sendo aguardada, os agressores chamaram os outros estudantes que participaram das agressões no dia anterior que vieram até a portaria e começaram a insultar os membros da AJR dizendo: “seus picaretas”, “salafrários”, “safados”, “vai lá depor, picaretas, vai lá depor safados”, “Aline, quando você ficar sozinha aqui na universidade você vai ver”. Como se não bastasse o absurdo, do nada apareceram duas professoras, sendo que uma dela ameaçou a companheira Aline de expulsão, sem sequer ter conversado com a companheira para saber o que estava acontecendo. Além disso, a companheira foi avisada por estas professoras que “o caso dela”, seria discutido em uma reunião de emergência da Congregação.
Ou seja, logo depois da confusão armada pelos agressores, já começou a perseguição política da universidade às vítimas. A companheira Aline, que tinha sido agredida no dia anterior, foi proibida de usar o laboratório computacional sob a alegação de que teria feito baderna no local. Vejam só, que interessante. O estudante Douglas (Mosquito), parte para cima dos companheiros da AJR por dois dias consecutivos, sendo um dia na frente do laboratório computacional e quem sofre sansões não é este estudante, e sim a companheira Aline. Não é estranho?
Lógico que é, pois o que está acontecendo na universidade é que um grupo de professores está estimulando estes alunos em troca de bolsas e pequenos privilégios para que estes defendam entre os estudantes a política da burocracia universitária, da reitoria, nem que para isso seja usada a força física, como aconteceu duas vezes nesta semana e uma vez na semana passada.
Pelo visto esta é uma prática que já acontece há tempos. Estudantes informaram que há cerca de três anos atrás uma garota que participava do movimento foi agredida brutalmente por um homem que “não conseguiu vencê-la no argumento”.
O que estes estudantes querem é impedir o crescimento de uma oposição através da tentativa de calar as divergências através da força, como na época da ditadura militar. Entretanto os estudantes lutaram muito para conseguir espaço para poder exprimir suas idéias e não vai ser um conjunto de estudantes direitistas, comprados pelos professores da burocracia universitária que irão impedir que a AJR expresse a sua política de oposição à reitoria e às medidas de sucateamento e privatização da universidade.