Passe livre já!
Em um dia estudantes promovem atos em três locais do país

31 de agosto de 2005

Na quinta-feira, 25 de agosto, três protestos pelo passe livre tomaram as ruas simultaneamente em Minas Gerais e São Paulo. Em Belo Horizonte cerca de 500 estudantes concentraram-se na Praça das Sete para partir em direção à Sede da Prefeitura, onde bloquearam a Avenida em frente até serem reprimidos por, segundo os policiais, atirarem ovos nos homem da PM, que revidaram com bombas de efeito moral e cassetetes e prenderam dois jovens menores de idade e um de 21 anos. A prefeitura de Fernando Pimentel (PT) respondeu ao protesto dizendo que o passe livre para os estudantes faria aumentar a tarifa para todos os usuários
Em Contagem, cidade vizinha de Belo Horizonte de meio milhão de habitantes, centenas de estudantes fizeram um protesto no centro da cidade, por meia passagem, direito que os jovens ainda não têm na cidade.
Em Campinas, também 500 alunos secundaristas protestaram em frente à prefeitura por passe livre nos ônibus. De acordo com a prefeitura do DR Hélio (PDT), que também quer pintar os estudantes como baderneiros sem causa, os jovens atiraram pedras, ovos e fogos de artifício na direção dos policiais militares e guardas municipais. A prefeitura respondeu dizendo que os estudantes já tinham sua reivindicação atendida com a meia passagem.
Enquanto aumentam as passagens e tarifas em diversas cidades impondo aos estudantes e principalmente aos de famílias operárias um aumento do custo das necessidades mais básicas, as prefeituras em aliança com as verdadeiras máfias do transporte privado defendem com unhas e dentes o aumento contra toda a população. O setor estudantil, principalmente das classes médias que vem se organizando pelo país em torno de uma reivindicação que atende aos trabalhadores e a população em seu conjunto, devem ampliar o movimento, se aproximar das classes mais exploradas através da propaganda e da organização independente e de luta dos estudantes. Para isso devem ultrapassar as atuais barreiras impostas ao movimento estudantil em cada local, como a inexistência de organização, a paralisia das burocracias estudantis governistas e o domínio dos partidos burgueses do PT ao PSDB sobre grupos estudantis que se formam e são atacados com a tentativa de corrupção por parte de interesses totalmente escusos aos estudantes e à classe trabalhadora.