| Falência do ensino privado
Reitoria da Unimep demite 120 professores
12 de dezembro de 2006
A Universidade Metodista de Piracicaba demitiu no último dia 7 de dezembro 120 professores. A reitoria, em uma demonstração de cinismo sem fim alegou que as demissões são para “manter um impacto social menor” da dívida de R$ 30 milhões com os bancos, uma explicação típica dos corruptos que abrem rombos nas contas para seu próprio favorecimento e jogam o ônus em cima dos trabalhadores.
Assim como o ocorrido com diversas universidades, como na PUC-SP este ano, o aviso das demissões foi entregue da pior forma possível aos professores, por telegramas e pela intranet. O recado de Davi Barros, reitor da Unimep, foi de que "Preferimos demitir os que têm maiores salários, mais tempo de casa e com um segundo emprego, para não ter um impacto social maior."
Assim como ocorreu na PUC-SP no início deste ano, onde foram demitidos quase mil funcionários e professores para pagara dívidas de bancos estabelecida pela Igreja na universidade, esta é uma medida para aumentar o lucro de um grupo econômico restrito que domina a mantenedora e suga as mensalidades dos mais de 13 mil estudantes da universidade e cria dívidas no intuito de aumentar cada vez mais os juros a serem pagos, enquanto estes são obrigados a cumprir o que a ditadura dos tubarões exige: pagar cada vez mais mensalidades por um ensino cada vez pior.
As aulas na Universidade estariam programadas até o dia 16 de dezembro, mas graças às demissões os estudantes ficaram sem notas. Estudantes chegaram a bloquear a Rodovia do Açúcar, que dá acesso à Universidade.
Cerca de 150 estudantes e professores, ocupam a universidade em defesa da saída de Davi Barros e pela reintegração imediata de todos os professores demitidos.
O movimento deve tomar ainda maiores proporções e atingir todos os estudantes contra o golpe da reitoria de, no final do ano, tentar driblar as mobilizações e chutar impune os trabalhadores para fora da universidade.
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