
| Repressão 12 de novembro de 2006 A reitoria da PUC-SP está perseguindo estudantes que protestam contra a precária situação da universidade A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), uma das principais universidades privadas do país, enfrentou, no início de 2006, uma das maiores crises financeiras de toda sua história, reflexo de uma crise geral no ensino privado. Há tempos, a universidade vem tomando medidas repressivas contra o conjunto da comunidade universitária. Diante dessa situação, a reitoria intensificou a repressão e os ataques aos professores através, principalmente, da demissão em massa. Assim, a política da reitoria em nada se difere da velha política dos capitalistas de jogar as crises financeiras nas costas dos trabalhadores. A crise da universidade, graças à dívida com os bancos, atinge todos os estudantes: perseguição aos inadimplentes, fim das bolsas integrais na universidade que serão de, no máximo, 60% e que agora se limitarão às bolsas do Prouni, que não atingem nem 10% da universidade. Para efetuar o corte de mais de R$ 4 milhões por mês, a reitoria, sob intervenção da Igreja Católica, pretende colocar abaixo a universidade e a oportunidade de estudo de milhares de estudantes. Em resposta a este imenso, ataque cerca de 100 estudantes ocuparam o setor de atendimento aos alunos. A PUC abriu uma sindicância, que é um processo interno contra os estudantes. Logo depois, os estudantes fizeram uma manifestação contra a medida da faculdade de abrir a sindicância, contra as demissões, contra a terceirização e o corte de bolsas, em frente ao teatro TUCA, da PUC. Na manifestação, com cerca de 200 pessoas, a repressão foi forte com a presença da tropa de choque da PM. A situação só tem piorado com a terceirização em diversos setores. Agora, com a sindicância de mais de 20 estudantes, está sendo pego depoimentos com professores, funcionários perguntam de reconhecem as pessoas das fotos que foram tiradas pelos seguranças. A reitoria da PUC está utilizando o mesmo processo do governo Alckmin na Unesp, para julgar internamente, uma medida ditatorial, que não permite sequer a defesa e expulsar os estudantes. |