
| PUC-SP 13 de abril de 2006 Cerca de 30 estudantes ocuparam o setor de atendimento aos alunos da PUC-SP na segunda à noite contra o corte de bolsas na universidade. Reitoria da PUC, assim com o Alckmin e a reitoria da Unesp, ameaça alunos com sindicância A reitoria da PUC dando demonstrações de que pretende perseguir o protesto dos estudantes enviou nota pública divulgando que o Setal (Setor de Atendimento ao Alunado) foi "tomado à força para fazer valer as intenções de grupos minoritários que buscam legitimidade com suas bandeiras de inclusão" e ainda, descaradamente, nega que a PUC-SP tenha uma política de corte de bolsas. Capitulação de uma minoria A ocupação continuou por decisão de uma reunião nesta terça-feira, apesar de uma minoria ter sido a favor da desocupação. O grupo intitulado Estratégia Revolucionária, apesar de defender liderança na ocupação, foi o precursor da idéia de desocupação, alegando como motivos a crise da universidade, adotando o mesmo argumento da reitoria. Além disso, chegaram a alegar de forma completamente ridícula e desmoralizante o feriado como motivo para desocupar a secretaria. Fizeram de tudo para negar que a pressão da reitoria pela sindicância dos alunos fosse o motivo. Este mesmo grupo alinhou-se com a política de derrotismo na greve estudantil quebrada na última semana, servindo como correia de transmissão da política adotada pela Apropuc (Associação de Professores da PUC), comandada pelo PCdoB, não passando em salas de aula ou distribuindo panfletos. Estes pretendiam impor à ocupação às mesmas decisões derrotistas. Ampliar a ocupação e as exigências Os estudantes devem manter e ampliar a ocupação e as exigências utilizando deste fato para desenvolver a campanha contra a ofensiva da reitoria sobre os estudantes na PUC. Com a organização de um comitê da ocupação, os estudantes devem ampliar a divulgação das exigências, pelo fim da perseguição aos estudantes inadimplentes, contra as demissões dos professores, pela suspensão da dívida com os bancos. Devem denunciar amplamente em todos os cursos a política da Igreja Católica de pagamento dos juros com os bancos às custas de centenas de empregos de professores utilizando as ameaças e as punições contra os estudantes que se manifestam. |