Unesp Araraquara
Sem discussão, Centro Acadêmico boicota participação no CONEB

Coordenadores do Centro Acadêmico de Ciências Sociais de Araraquara impedem os estudantes de participar do Coneb

13
de abril de 2006

Os coordenadores do Centro Acadêmico de Ciências Sociais Florestan Fernandes (CAFF) impediram a discussão e a ida de delegados ao Conselho Nacional das Entidades de Base da UNE.
A eleição para o CAFF 2006 foi uma fraude, a chapa da AJR foi arbitrariamente impugnada sendo única a chapa “De novo não”, que não tem nenhum programa a não ser impedir a atuação da AJR. As irregularidades do processo eleitoral foram denunciadas e a eleição não obteve quórum, porém se proclamam membros da nova gestão do CAFF.
Depois de tomarem de assalto o centro acadêmico, agora impõe uma política de paralisia ao movimento estudantil. A primeira assembléia de curso com os pontos de pauta: CONEB e ENE, foi marcada dia 10/4 para discutir sobre algo que eles já haviam decidido, pois a inscrição de delegados para o CONEB deveria ser feita até o dia 6 de abril. A assembléia, que de fato não ocorreu, foi muito mal divulgada, apenas com a colagem de alguns cartazes em tamanho A4 escritos à mão com caneta (veja cópia do cartaz abaixo). A maioria dos estudantes não tinha conhecimento da assembléia, muito menos dos assuntos a serem discutidos.
O Conselho Nacional de Entidades de Base da União Nacional dos Estudantes ocorrerá do dia 13 a 16 de abril. Este Conselho deveria servir para organizar o movimento estudantil, reunindo os representantes de base, dos centros e diretórios acadêmicos, colocando em debate a análise da situação política, discutindo a situação das lutas estudantis e organizando o movimento estudantil em todo o país através de uma política combativa, a serviço dos interesses dos estudantes.
Este encontro é o responsável por definir a organização da UNE, de seus congressos, estabelecendo critérios para a escolha de delegados e a política a ser seguida pela entidade.
A importância de uma atividade política como este encontro estudantil nacional, que deveria reunir delegados do maior número possível de universidades do país, depende de sua amplitude. Um encontro pequeno, isto é, com a participação de um número reduzido de estudantes, favorece diretamente a UJS/PCdoB que, atuando no vazio criado por ela mesma no movimento estudantil, consegue se manter, ainda que em crise, no controle do movimento.
Somente um conselho amplo, com a participação de estudantes de todo o país, pode se tornar efetivamente independente da burocracia da UJS/PCdoB e adquirir características revolucionárias. Uma assembléia ampla pode se tornar expressão de um movimento de massas em processo de formação.
Desta maneira, a gestão “De novo não” deixa evidente seu caráter anti-democrático e de servilismo à diretoria, à reitoria e ao governo de Alckmin, homem da Opus Dei. Apóiam expulsão de estudantes da universidade e não permitem que os estudantes escolham que política adotar quanto a sua organização nacional.