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A tarefa do momento:
Abaixo a ditadura da UJS/PCdoB na UNE! Eleições diretas já!
15 de abril de 2006
A diretoria da União Nacional dos Estudantes (UNE), há muitos anos nas mãos da UJS, a juventude do PCdoB, vive hoje a maior crise de sua história. Em todas as universidades do País, a diretoria da entidade é repudiada pelos estudantes por conta de sua política de defesa dos interesses dos tubarões do ensino pago, paralisando o movimento estudantil e promovendo derrotas sem precedentes.
Para conseguir impor a sua vontade sobre a esmagadora maioria dos estudantes, a UJS promove uma verdadeira liquidação das entidades de base (centros acadêmicos e diretórios acadêmicos) levando-as a mais completa paralisia, realiza de dois em dois anos Congressos escandalosamente manipulados, com a ajuda do dinheiro dos governos burgueses para comprar delegados, sem nenhuma discussão política e com milhares de atas de delegados falsificadas.
Mais ainda, os congressos transformaram-se em nada mais que instrumentos de homologação da eterna direção do PCdoB sobre a UNE, com suas outras resoluções permanecendo letra morta.
A UJS, por conta de sua crise, precisa afastar cada vez mais os estudantes da UNE para fazer da entidade o que bem entender.
Por conta disso, é necessária a expulsão da UJS da direção do movimento estudantil, o que neste momento só pode ser feito a partir de uma ampla mobilização dos estudantes, em todas as universidades, pela realização imediata de eleições diretas para UNE.
Querem reduzir ainda mais o número de delegados para o Conune
A UJS/PCdoB quer aprovar neste Conselho Nacional de Entidades de Base (Coneb) uma redução ainda maior do número de delegados para o Conune. Atualmente, mesmo com todas as manobras realizadas, a UJS já não consegue mais suportar tamanho repudio dos estudantes. Por isso, precisam sair deste Coneb com a aprovação de um Conune esvaziado, em que os delegados serão eleitos por universidade e não mais por curso para dificultar ainda mais a participação das bases.
Querem modificar o estatuto do Congresso para deixá-lo ainda mais antidemocrático, ou seja, reduzir ao máximo a participação da oposição na UNE, eliminando por completo a participação dos estudantes, tal como os Congressos da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), também dirigida pela UJS, e da CUT (Concut), dirigido pelos mensalões do PT-PCdoB. Só assim podem conseguir ainda alguma sobrevida à frente da entidade.
Como a Aliança da Juventude Revolucionária (AJR), juventude do PCO, vêm assinalando há muito tempo é necessário mais do nunca a expulsão da UJS da direção da UNE, pondo abaixo a ditadura desta que não pode ser considerada uma força política, mas tão somente uma camarilha corrupta que domina a entidade para satisfazer interesses pessoais, totalmente apoiada pelo Estado capitalista.
A UJS estrangulou a UNE e todo o movimento estudantil, sendo corrompida há mais de 10 anos pelo monopólio das carteirinhas de meia-entrada, consentido pelo governo Itamar Franco logo após a traição do Fora Collor para que a UNE se transformasse em mais um escritório do Ministério da Educação. A UJS, nesse sentido, é o braço dos governos inimigos do ensino público, dos empresários da educação e do imperialismo no movimento estudantil.
Derrotar a UJS/PCdoB no Coneb
Para derrotar a UJS no movimento estudantil, é necessário a realização de uma ampla frente dos setores de esquerda, pela realização de uma vigorosa campanha nacional por eleições diretas para a UNE. Os estudantes não podem mais aceitar a ditadura da UJS sobre a UNE, que fez aprovar no último Congresso, realizado em Goiânia, o apoio da entidade ao maior ataque já promovido contra as universidades públicas e os estudantes em conjunto, beneficiando exclusivamente os tubarões do ensino pago, que é a Reforma Universitária ditada pelo Banco Mundial e pelo FMI.
Os estudantes devem expulsar a UJS da direção da UNE para tomá-la em suas mãos. Quem deve decidir sobre o destino da UNE são os estudantes e não meia dúzia de burocratas mirins sem qualquer relação com a base estudantil.
Apenas por fora dos congressos esvaziados e manipulados burocraticamente é que poderemos efetivamente derrubar a UJS da diretoria da UNE. Com eleições diretas para a entidade, a UJS vai ter que defender na base, dentro das universidades, no meio dos estudantes, a sua política de apoio ao governo Lula e a Reforma Universitária. Será inútil o apoio das reitorias e mantenedoras das universidades pagas para tirar delegados na calada da noite para seus congressos fantasmas, sendo obrigados a enfrentar o completo repúdio por parte dos estudantes. Seus miseráveis funcionários não terão a capacidade de fraudar uma eleição nacional assim como têm para fraudar atas de delegados de um congresso esvaziado.
Por uma ampla mobilização pelas eleições diretas na UNE
A proposta de eleições diretas não é restrita ao Coneb ou apenas para ser votada no próximo Conune; ao contrário é uma proposta a ser levada para todos os estudantes, a partir da aglutinação de todos esforços numa campanha nacional pelas diretas, numa frente ampla de toda a oposição na organização de um Comitê Nacional que impulsione uma massiva mobilização política dos estudantes a partir da base, dos locais de estudo.
Que a mobilização política dos estudantes, representando todo um processo de retomada de discussões e lutas pertinentes aos reais interesses dos estudantes, impulsione a derrocada dessa camarilha parasitária, desse verdadeiro câncer (UJS/PCdoB) que vem, há duas décadas debilitando o movimento estudantil em função dos interesses dos governos capitalistas e pró-imperialistas inimigos da educação pública.
Nesse sentido, os estudantes não podem se deixar enganar com a farsa que é a criação de uma entidade artificial, a Conlute, apresentada pelo PSTU e outros grupos menores. A divisão do movimento estudantil serve apenas aos interesses da burocracia que dirige a UNE e à sua perpetuação.
Não à farsa da Conlute
A Conlute, longe de ser uma alternativa a crise da burocracia estudantil, é a própria expressão dessa crise, uma vez que durante todo a década de 90, período de maior domínio da UJS sobre a UNE, o PSTU e seus satélites políticos participaram da diretoria da entidade, sendo co-responsáveis por todas traições realizadas, recebendo em troca sua parcela minoritária da corrupção das carteirinhas de meia-entrada.
Como expressão minoritária da burocratização da UNE, a Conlute vem repetir o método de imposição de próprias idéias, baseadas em interesses próprios a todo o conjunto dos estudantes. Apesar do discurso combativo apresentado pelos defensores da Conlute, eles repetem a fórmula de construir-se apesar dos estudantes, ou seja, de construir sua nova entidade em CA´s totalmente esvaziados, veja-se, o exemplo do CACH-Unicamp, apresentado como modelo de atuação na construção da Conlute, decidiram entre amigos a sua desfiliação a UNE e sua incorporação ao Conlute também sem qualquer participação das bases.
Para o Coneb, de forma arbitrária, decidiram a integração do centro acadêmico ao Conat. Apenas com entidades estudantis esvaziadas é que interesses minoritários e sectários como esses podem ser realizados. É o mesmo método ditatorial e burocrático do PCdoB, apenas que em pequena escala.
A Conlute não passa de uma verdadeira capitulação para uma direção totalmente já desmascarada diante a grande maioria dos estudantes. Assim sendo, a tentativa de construção de entidades artificiais não apenas não resolvem, como são nocivas na luta contra a burocracia estudantil.
Por isso, defendemos um processo de mobilização intensa para a reconstrução da UNE pela base, e que os interesses dos estudantes apresentem-se como imperativo a luta política.
Eleições Diretas, Já!
As eleições diretas não devem ser colocadas para o próximo Congresso da UNE. Esta bandeira deve ser levantada imediatamente em todos os CA´s e DCE´s, com a participação ampla dos estudantes e suas entidades de base! Ao contrário das burocracias juniores, é preciso abrir um amplo debate entre todos os interessados: os cerca de dois milhões de estudantes universitários brasileiros.
Não deve ocorrer num prazo qualquer, longínquo, mas imediatamente. Não pela expressão de interesses minoritários, mas pela imposição que o momento coloca aos estudantes; pela necessidade de um movimento organizado para fazer frentes às ofensivas da própria direção da UNE, dos governos federais e estaduais, todos a mando dos capitalistas da educação do governo anti-trabalhador de Lula e dos bancos imperialistas.
A crise da direção está dada. Não podemos diante disso nos restringir a unir uns e outros na construção de um mero aparato, mas aproveitar a derrocada visível da UJS na UNE para ganhar mais e mais estudantes a uma importante tarefa: retomar o processo de decisão do próprio movimento! E isso apenas será possível por eleições diretas à direção da UNE.Só sob controle das bases estudantis a UNE e as demais entidades serão reconstruídas para a luta e para a vitória do movimento estudantil contra o governo e a burguesia.
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