Eleições CACH-Unicamp
PSol é contra o fim do vestibular

18 de novembro de 2006

No primeiro debate entre chapas que concorrem para o Centro Acadêmico de Ciências Humanas, da Unicamp, ficou clara a posição reacionária do PSol em relação à educação

No primeiro debate entre chapas nas eleições do Centro Acadêmico de Ciências Humanas da Unicamp, ficou evidente a posição reacionária do PSol, da chapa “Revirando a cachola”, no movimento estudantil. Quando questionados por um estudante do isolamento da universidade responderam que: “A universidade não é uma bolha. Ela cumpre um papel fundamental; todo mundo sabe que hoje uns pensam outros fazem. Não dá para todos cursarem a universidade.”

O PSol, que dirige o DCE atualmente, e demagogicamente faz campanhas por um educação pública de qualidade para todos, defende abertamente que parte da população não tenha acesso ao conhecimento, já que é preciso manter aqueles que “fazem”, ou seja, trabalham. Defendem, desse modo, a permanência de uma das desigualdades fundamentais da nossa sociedade em relação à cultura. Uma posição que vai de encontro, claramente, com a posição da reitoria.

A chapa do PSTU, “Barricada: fecham as ruas abrem o caminho”, em vários momentos do debate, reclamou ao PSol a não formação em conjunto de uma única chapa, tanto nas eleições que ocorreram no DCE como na do centro acadêmico. Tornando público, desse modo, a anexação deste em relação ao PSol, ou seja, a adesão completa à política direitista do PSol em busca de supostos ganhos organizativos, dada a crise em que o partido se encontra.