
| Brasília 19 de março de 2006 Foi realizado na tarde dessa sexta-feira (17/3) mais uma manifestação de estudantes contra o aumento das passagens. O ato foi convocado pelo MPL (Movimento pelo Passe Livre) e contou com cerca de 150 estudantes. A manifestação se concentrou a partir das 16hs na plataforma inferior da rodoviária do Plano Piloto e se deslocou para plataforma superior fechando a pista que dá acesso ao eixinho na Asa Norte. Mas, através de um acordo com o comandante da Polícia Militar, o movimento voltou para plataforma inferior da rodoviária ficando restrito aos locais de circulação dos usuários de transporte sob aval da polícia que afirmou não reprimir os manifestantes caso não ocupassem nenhuma pista. Durante o protesto um estudante foi detido sob a alegação dos policiais de desacato à autoridade. A tarefa do momento: Organizar Comitês de Luta Contra o Aumento das Passagens nas escolas e nos bairros Desde o aumento das passagens implementado pelo governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz (PMDB), ocorreram diversas manifestações no Distrito Federal contra o aumento abusivo dostransportes. Entretanto, apesar da enorme insatisfação dos usuários de transporte coletivo, não foi realizado nenhuma atividade que contasse com a participação massiva dos estudantes e trabalhadores. De um lado, a direção das entidades ligadas oficialmente aos partidos burgueses da frente popular (PT, PCdoB etc) como a CUT-DF, a UBES-DF, sindicatos, DCE’s, CA’s e grêmios estudantis não moveram uma palha sequer, pois inclusive o presidente da CUT-DF, João Osório do PT, na época também presidente do sindicato dos rodoviários, havia realizado um acordo com os capitalistas do transporte em 2005 para permitir sem qualquer resistência o aumento das tarifas de ônibus. De outro lado, o MPL “inflado” pela própria imprensa burguesa como lutadores autênticos dos estudantes, procuram frear o movimento através de uma política ultra-sectária onde somente os líderes do MPL, “ os iluminados”, tem o direito de se informar sobre as manifestações e não possuem a mínima intenção de que os principais prejudicados com o aumento das passagens, a massa de estudantes e trabalhadores das cidades-satélites ao redor de Brasília. |